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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Jovens arquitectos portugueses nomeados na shortlist do WAF (World Architecture Festival)- para a categoria Future Projects - Cultural


O atelier português OTO + Jorge Graça Costa - arquitecto, estão nomeados para a shortlist da WAF - World Architecture Festival na categoria Edificio Cultural fruto de um concurso internacional galardoado com o 1º prémio ha um ano atrás.

A arquitectura tem por objectivo primordial interpretar formalmente, de maneira adequada, o seu momento histórico ao resolver problemas específicos de organização espacial (programa, lugar, construção, economia, factores ambientais, entre outros) o que inclui necessariamente a sustentabilidade.


O grande desafio que se coloca nos edifícios e nas cidades deste século é a optimização dos recursos, através do diálogo entre o homem e a natureza numa filosofia de fazer mais com menos (do more with less).

O projecto da sede do Parque Natural, em Chã de Caldeiras na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, possui uma abordagem holística da sustentabilidade.

Esta conjugação com o património natural, o vulcão e a cratera, único e de uma beleza rara no mundo, fará com que reúna as condições ideais para o reconhecimento do Pico do Fogo como património mundial.

A ideia base é projectar o edifício de modo a ser parte da paisagem e a paisagem ser parte do edifício, havendo uma fusão entre os elementos.



O conceito é estender a zona vulcânica assim como as varias espécies vegetais existentes no Parque Natural do Fogo para a zona da nova sede administrativa, convidando os visitantes e locais a descerem até a cota inferior, de uma forma suave, através de percursos pedonais desenhados criteriosamente entre pedras vulcânicas.


A abordagem projectual não se limitou meramente a questões programáticas e estéticas, abordando de uma forma integrada com a Arquitectura questões necessárias ao uso da edificação e gestão racional do recursos recorrendo a sistemas de aproveitamento das águas pluviais, aquecimento e arrefecimento passivos, qualidade do ar e da água, maximização da iluminação natural, energias de fontes renováveis, etc,.


Esta intervenção para o governo de Cabo Verde visa fazer de Chã de Caldeiras um povoado auto-sustentável, trabalhando com pequenos pontos de fornecimento de energia renovável.


São destacadas as vertentes ambiental (para minimizar os impactos ambientais), a energética (que estará ligada à economia de recursos de energia, que é escassa no local), bem como a social (por se tratar de um edifício que será usado pela população local coma pólo dinamizador).


Um edifício feito pela população para a população utilizando mão-de-obra local e trabalhando com materiais locais de baixo impacto ambiental.


O Parque Natural ganhará um edifício diferente em Cabo Verde, um pólo de atracção turística, além de centro de formação e de apoio a outras actividades.

Equipa técnica:

OTO:

ARQ. MIGUEL RIBEIRO DE CARVALHO
ARQ. NUNO TEIXEIRA MARTINS
ARQ. RICARDO BARBOSA VICENTE
ARQ. ANDRE CASTRO SANTOS


SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

ARQ. JORGE GRAÇA COSTA
WEE - WIDE ENDOGENOUS ENERGY SOLUTIONS

Informações e Contactos:

OTO arquitectos
Tlm.: (+351) 93 464 52 21
Tel.: (+351) 21 387 88 37
Fax: (+351) 21 387 29 86

Rua Marquês da Fronteira, 133 6ºFte
1070-293 Lisboa
Portugal




1ª premio - Concurso do Cemitério e Tanatório da Quinta do Conde( Complexo Funerário ) - OTO Arquitectos

A estratégia passa por integrar o complexo no elemento mais forte, o muro. Aproveitando a força da curva deste, o edifício surge através de uma outra curva recuada para criar a entrada. O muro realiza a fusão entre a rua e o complexo.


O complexo nasce da curva do muro e constrói-se ocupando todo o limite de implantação, integrando-se com a métrica dominante do cemitério.


Daqui formam-se dois claustros, um vazio e outro cheio. O primeiro é um jardim, para onde se viram todos os espaços públicos, com duas ligações ao cemitério que dividem as três utilizações distintas do edifício;


Complexo funerário, edifício municipal e área de comercio. O segundo é o núcleo principal do edifício, onde se situam as salas de velório e o forno crematório. Este volume em betão aparente, com altura superior é rodeado por uma clarabóia que o separa do resto do edifício e o ilumina em todo o seu contorno.

A partir de uma base comum que acompanha o muro e que o transforma em edifício, o Complexo desenvolve três utilizações distintas, mas com uma leitura singular tanto da rua, como do cemitério. O edifício pode cumprir um horário independente ao cemitério, por isso todos os acesso deste ao cemitério têm portões em barras de ferro.

O edifício municipal e a zona comercial têm acesso pelo claustro e pelo cemitério para conseguirmos um funcionamento independente.



OTO Arquitectos é um atelier de arquitectura português constituído por uma equipa de jovens arquitectos.

Inoformações e contactos:

OTO arquitectos

Tlm.: (+351) 93 464 52 21
Tel.: (+351) 21 387 88 37
Fax: (+351) 21 387 29 86

Rua Marquês da Fronteira, 133 6ºFte
1070-293 Lisboa
Portugal



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Revelando o novo pavilhão em Amesterdão - UnStudio

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Em 9 de setembro a cerimónia de inauguração oficial da Nova UNStudio's Amsterdam Pavilhão teve lugar em Battery Park, Nova York. A inauguração da estrutura concluída do exterior do Pavilhão New Amsterdam foi realizada por convidados de honra do príncipe da Holanda, o Prefeito da Cidade de Nova York, Michael R. Bloomberg, o subsecretário de Estado A. Judith McHale e Frans Timmermans o ministro holandês dos Assuntos Europeus. A cerimônia de inauguração ocorreu às 11 horas do Peter Minuit Plaza, em Battery Park.

O novo Pavilhão encomendado, é uma doação dos Países Baixos para Nova York em homenagem a 400 anos de amizade. Quando concluído, será destinado a atrair mais de 6 milhões de visitantes. que irá fornecer assistência técnica e pontos de informação digital familiarizando os visitantes com informações sobre o bairro, tanto directamente de Nova Iorque, bem como fornecer informações sobre eventos na Holanda. O Pavilhão também servirá como restaurante e bar, será renomeado New Amsterdam Plein e em conjunto com o Pavilhão irá fornecer um local de encontro atraente para os nova-iorquinos, os viajantes e turistas, bem como servir como uma homenagem à nossa história comum e valores compartilhados.

domingo, 30 de agosto de 2009

Terra, vinhas e casas - Um projecto bem português

Terra, vinhas e casas

Promontório Arquitectos, João Luis Carrilho da Graça, João Paulo dos Santos e João Ferreira Nunes são alguns dos nomes que assinam projectos de arquitectura e paisagismo para um aldeamento de características vinícolas que vai nascer em Montemor- -o-Novo, no Alentejo.

O conceito do conjunto, designado L'AND VINEYARDS, é o de criar habitações e espaços verdes qualificados "para quem pretende usufruir da vivência do mundo rural, com o máximo de sofisticação" com uma "uma arquitectura marcadamente contemporânea do concilia a tradição cultural mediterrânica com a sofisticação sustentável", defende o promotor. Os lotes variam de cerca de 2000 metros quadrados até perto de 15 000 e as casas de 300 a 600 metros quadrados de área bruta de construção.

O suíço Peter Markli e o atelier Segison Bates Architects , do Reino Unido, fecham o colectivo de arquitectos, que assina cinco núcleos habitacionais cada. Distintos e personalizados, os núcleos têm em comum o facto de respeitarem "a morfologia e topografia do terreno, as casas moldarem-se ao seu meio envolvente, permitindo um relacionamento aberto e privilegiado com o ambiente rural".

O núcleo de Carrilho da Graça compõe-se de oito lotes e, conforme o arquitecto, descreve, : "Longilíneas e horizontais, as casas organizam-se num movimento radial em torno de um eixo, estabelecendo elas próprias os limites de cada lote, conformando grandes pátios/jardins e espaços de lazer privados. Esta organização garante a privacidade e enfatiza a relação visual com o território envolvente. À horizontalidade que evoca a arquitectura da região, contrapõe-se a verticalidade das torres que se erguem nas extremidades e conquistam a vista sobre a cidade e castelo."

Para o atelier Promontório, "a artificialidade é uma das características evidentes das implantações regionais alentejanas. A proposta refere este tema na implantação do núcleo. As casas acompanham as cotas, mas usam o terreno como suporte para a criação de um basamento onde assenta a casa. Cada unidade tem uma sala ampla que funciona como elemento central e organizador da tipologia.

À volta da sala, desenvolvem-se vários pátios, criando diferentes mundos de privacidade, numa relação franca com a paisagem". O colectivo de arquitectos projecta em oito lotes e é ainda o responsável pelos núcleos de serviços e equipamentos e os apartamentos do aldeamento.

Já José Paulo dos Santos " trabalha o ritmo, a proporção, a luz, os enquadramentos, o significado de cada material na caracterização dos espaços e volumes, intimamente relacionados com o contexto. Sem ostentação, mas com grande rigor (…). O património e o tempo constituem o principal ponto de partida das suas obras que, num equilíbrio de continuidade temporal,surgem como se desde sempre o conjunto fizesse sentido", conta o arquitecto portuense.

A rematar o conjunto, e tão importantes como os espaços construídos, os arranjos exteriores, da autoria de João Ferreira Nunes, são caracterizados da seguinte forma: "Abrangendo quer o espaço colectivo, quer as envolventes privadas de cada núcleo habitacional, o desenho paisagístico imprime áreas de vinha, olival, laranjal, pomar e montado, num modelo de gestão global que garante a manutenção do coberto vegetal espontâneo e natural do território".


Por: Cláudia Melo

Em: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1348090&seccao=Arquitectura




domingo, 23 de agosto de 2009

Três torres em Milão - Daniel Liebskind

Três torres em Milão

A preparação da Expo 2015, que se realizará em Milão, está em marcha. Daniel Liebs- kind tem a seu car- go o plano urbanístico, com Zaha Hadid, Arata Isozaki e Pier Paolo Maggiora convidados a darem contributos à sua proposta, que ganhou um concurso internacional em 2004.

Localizada no centro da cidade e ocupando cerca de 3000 metros quadrados, a área em questão é uma ampliação do complexo que actualmente acolhe a Fiera Milano, onde se realizam as grandes feiras internacionais de design e mobiliário.

O complexo contempla zonas residenciais, comerciais, de serviços e de lazer, com destaque para um grande parque - será o "pulmão" de Milão - e para o Museu de Arte Contemporânea, ambos da autoria de Liebs- kind.

O arquitecto polaco encontra- -se ainda a projectar torres de escritórios e a primeira zona residencial do complexo.

Para Liebskind, a intervenção apresenta um desafio, que extravasa a mera composição de edifícios e espaços públicos: " Milão é o centro cultural de Itália, exibindo o melhor que a Itália tem para oferecer. É um lugar que acarreta os sonhos, aspirações e o orgulho de todos os milaneses. Nesse sentido, a intervenção tem de ser representativa da grandeza do design, mobiliário, moda e tecnologia italianas e não merece nada menos que uma intervenção urbana visionária, embora prática."

A tradução arquitectónica e urbanística deste pressuposto é, segundo o arquitecto, eficaz: "Apesar da magnitude do projecto, a estratégia da proposta é simples e directa: a proposta consiste numa série de arquipélagos colocados no futuro parque, cada um propondo uma variedade de diferentes escalas", conta o autor do projecto escolhido, que descreve assim as diferentes tipologias e escalas: "As unidades habitacionais que irão variar entrevillas e blocos de apartamento, serão cuidadosamente colocadas no perímetro da intervenção." Já o interior será ocupado com grandes áreas públicas, como o parque, praças e equipamentos colectivos.

A ligação à cidade será feita através de uma zona residencial, que por sua vez é contígua ao grande parque e a uma praça central.

Para a equipa de arquitectos liderada por Liebskind, a opção de colocar a habitação num anel da periferia e espaços verdes no centro permite que exista uma permeabilidade entre a parte antiga da cidade e o futuro "pulmão" ao nível de vistas, qualidade do ar e iluminação natural. Por outro lado, evoca a história urbanística de Milão, que teve o seu apogeu no século XIX, evidenciada nos blocos habitacionais com pátios intersticiais perceptíveis dos espaços públicos, a fazerem a transição entre os domínios públicos e privados de forma permeável e orgânica.

Libeskind dá ainda especial importância aos espaços e equipamentos públicos. O Museu de Arte Contemporânea, ainda numa fase inicial de projecto, irá dispor de espaços expositivos e auditório. Por outro lado, a grande praça central, já baptizada de "Piazza 3 Torri", será flanqueada por três incomuns edifícios, sinuosos e orgânicos , para utilizações comerciais e de serviços. Libeskind espera que sejam "icónicos" e resultem numa linha de horizonte escultórica, facilmente visível de longe.

Para sintetizar a sua proposta, Libeskind refere que o "projecto da Fiera Milano é excitante não só pela sua arquitectura e urbanismo, mas porque deliberadamente oferece visões estonteantes, experiências pedestres entusiasmantes, vistas maravilhosas e um balanço entre espaços comerciais, áreas de trabalho e novos ambientes habitacionais e de recreio".

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1329762&seccao=Arquitectura

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Chaoyangmen SOHO - Zaha Hadid Architects

Nova proposta apresentada para o cairo pela equipa de Zaha Hadid, surpreende pela originalidade e conceito desenvolvido para o tipo de programa desenvolvido.

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Bert da Moving Cidades (um blog focado em arquitectura contemporânea na China) mostra-nos um novo projeto de Zaha Hadid em Pequim: Chaoyangmen Soho.

O anúncio foi feito pela Pan Shiyi, uma imobiliária Mogul, presidente do SOHO China. Pan tem trabalhado em grandes desenvolvimentos tais como a Comuna pelo Great Wall e diversos projectos comerciais no centro de Pequim. O que há de interessante sobre SOHO da evolução, é que foram convidados a participar renomeados arquitectos sob fortes restrições orçamentais, a fim de entregar qualidade em projectos para o "estilo de classe média" contendo ao mesmo tempo uma forte componente cultural nas propostas apresentadas.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Forwarding Dallas - Atelier DATA e MOOV

Os arquitectos portugueses dos ateliers "DATA" e "MOOV" apresentaram uma espectacular proposta de intervenção para um inovador e original modelo de cidade.

Forwarding Dallas foi um concurso internacional lançado com o intuito de gerar propostas inovadoras e conceitos de arquitectura nos domínios da sustentabilidade em todas as suas vertentes.

Os dois ateliers portugueses foram inovadores na sua proposta em conjunto no sentido de reinventar o modo de vida nas grandes urbes transportando para estas um novo resgate da paisagem natural já perdida com o objectivo de criar comunidades auto suficientes.

Tentaram recriar os ciclos biológicos naturais e através das novas tecnologias aplicadas á construção, aplicá-las num conjunto habitacional.


Escolheram o elemento "colina" como o elemento a trabalhar por se tratar na natureza um elemento rico e diversificado em termos biologicos.

O resultado é a produção de uma arquitectura por camadas vegetais e em diferentes níveis sociais, redefinindo a temática da habitação e mostrando que é possível construir programas altamente densos recriando a natureza e com preocupações ecológicas.

Autores

António Louro (MOOV)
Filipe Vogt (Atelier Data)
Marta Frazão (Atelier Data)


Mais informações: http://www.urbanrevision.com/ForwardingDallas

terça-feira, 23 de junho de 2009

Casas de dormi Soe Ker - TYIN Tegnestue

TYIN tegnestue é uma organização sem fins lucrativos que trabalha através da arquitetura humanitária. TYIN é dirigida por cinco estudantes de NTNU arquitectos sendo os projectos são financiados por mais de 60 empresas norueguesas, bem como as contribuições privadas.

"Através do curso do ano passado TYIN tem trabalhado com o planeamento e a construção de projectos de pequena escala na Tailândia. O objectivo é construir projectos estratégicos que podem melhorar a vida das pessoas em situações difíceis.

Através de extensa colaboração com a população local, e de aprendizagem mútua esperamos que os nossos projectos podem ter um impacto para além das estruturas físicas.

A principal força motriz por trás do projecto foi de alguma forma recriar o que estas crianças teriam numa experiência de vida numa situação normal.

Queríamos que cada criança tivesse o seu próprio espaço privado, uma casa para viver e uma vizinhança onde pudessem interagir e brincar. Estas unidades representam assim seis espaços de dormir estão dormindo seis a nossa resposta a esta questão. "



Através desta expectacular reinterpretação da arquitectura local quer pelos materiais usados quer pela própria estética das construções, estes 5 estudantes recriam espaços de dormir recorrendo simplesmente a materiais locais e a modos de construção comunitária.



Uma arquitectura verdadeiramente a pensar nos recursos possíveis e na execução possível não deixando apenas no papel o conceito idealizado.



O que muitas das vezes nos acontece, é que construímos um significado a partir de uma consistente ideia de espaço para a transformação de um determinado lugar, criando com isto vários tipos de relações, esquecendo-nos de que puro e simplesmente para aquela determinada região, não é possível a execução fiel do projecto abrindo a hipótese de deixar a arquitectura no papel e realizar apenas mais uma construção, confiando de que "se conseguirem construir o projecto fica bom..."




domingo, 7 de junho de 2009

Sapphire Gallery de XTEN Arquitectos

Podemos ver neste projecto a conjugação e o bom entendimento entre estrutura e "forma".


Por detrás de um programa para uma galeria residencial, o atelier XTEN Arquitectos concebeu este projecto partindo do principio que seria preciso ter espaços amplos e bem iluminados que sugerissem a circulação entre os vários espaços da exposição.


Com recurso a estruturas metálicas oferecendo generosos vãos, utilizaram como materiais de revestimento o gesso cartonado, painéis perfurados de gesso cartonado e o vidro para além de utilizarem o aço.


Esta utilização da estrutura como parte do conceito de arquitectura é sempre enriquecedora, pois o resultado é que no espaço bem como nos alçados tudo é composição não se realizando a distinção entre estrutura e "decoração" ou ornamento.


Nas actuais tendências de arquitectura este método de concepção é extremamente eficaz conseguindo puros minimalismos pois o espaço é composto por estrutura que ao mesmo tempo é composição ou seja tudo é indispensável e ao mesmo tempo é o mínimo possível de construir.

Neste caso foi também usado o bem conhecido método chamado de cnc que consiste no corte de chapas metálicas assistido por computador com recurso a programas cadcam.

Este tipo de construção permite economizar os custos da estrutura recorrendo ao desenho paramétrico das peças base da estrutura desenhadas ao pormenor com mapas de perfuração e soldagem podendo então ser transportada em partes devido ao seu carácter auto portante.



Talca Hotel e Casino - Rodrigo Duque Motta e Rafael Hevia García-Huidobro

© Rodrigo Duque


Desde o início que o conceito para este projecto foi determinado por uma preexistente disposição das diferentes partes do programa (casino, hotel, restaurantes e centro de conferências), predefinindo superfícies, desenhando volumes, e os correspondentes níveis da estrutura.

O programa evoluiu assim de forma a cruzar as várias valências resultando numa deliberada justaposição das várias volumetrias.

O modo como foram resolvidos os alçados remete-nos para a actual temática da utilização do "envelope" como uma "pele" que vai desenhando os alçados principais com recurso a materiais pré fabricados.



Esta atitude muito patente no modernismo vanguardista deste século, como assistimos em casos de projectos resolvidos de Koolhas e Zaha hadid, torna-se eficaz em programas altamente complexos que necessitam de um grande trabalho ao nível da volumtria não deixando no entanto de ser um modo inteligente e eficaz de "fugir" ao problema de resolver allçados complexos como os resolvia le corbusier.

Neste projecto em particular esta pele tratada como um vestido do próprio edifício serve vários objectivos como o da acústica, evitando grandes exposições ao ruído por se encontrar no cruzamento de duas estradas de grande circulação viária.

Serve também para anunciar as principais partes do edifício identificando-as e separando-as ao nível no piso 0.

© Rodrigo Duque

Apesar do recurso a este tipo de solução no exterior, a grande virtude deste projecto está no seu interior recorrendo ao máximo e sempre que foi possível á iluminação natural, tantas vezes descurada em programas similares.



sábado, 23 de maio de 2009

A Lego cria série de Arquitectura de Frank Lloyd Wright

Mesmo a tempo para comemorar os 50 anos da morte de Frank Lloyd Wright, a LEGO criou duas peças deste mestre de arquitectura : o Museu Guggenheim (que abriu há 50 anos) e Casa da cascata, um dos ícones da arquitectura mundial.



Encomendas em: the online store

terça-feira, 5 de maio de 2009

Escritório de Arquitectura em Martinez - Alric Galindez Arquitectos



Ao final de alguns anos este atelier de arquitectura resolveu projectar e construir o seu escritório de arquitectura numa zona anteriormente dedicada a industria agricola que agora assenta o seu desenvolvimento em áreas destinadas a serviços e comércio com modernos restaurantes e espaços de lazer.



Decidiram assim aproveitar as propriedades plásticas da chapa ondulada para definir a volumetria do edifício e resolvendo as suas relações de charneira com o lugar.

Situado num lote de canto, pretenderam que o projecto se definisse como isso mesmo, um local de viragem, rotação, mudança, algo que pode ser levado ao nível conceptual pela originalidade dos materiais empregues e o cuidadoso desenho do projecto.



O desejo de tornar, o espaço interior, o mais flexível possível em termos programáticos fez com que optassem por uma solução de espaço aberto e que reflectisse o caracter de trabalho que tem um atelier de arquitectura reservando apenas áreas pontuais como sejam as de reunião com clientes, instalações sanitárias e copa.



terça-feira, 28 de abril de 2009

Phare Tower - Morphosis


Através de um desenho paramétrico com o recurso ás novas técnologias, facto sempre presente na prática dos Morphosis desde o início do seu percurso no mundo da arquitectura, este atelier concebeu a torre Phare tendo presente as mais novas técnicas de construção aliadas a um desenho original e preciso.
De facto o que os Morphosis conseguem realizar com mestria desde ha muito tempo, é aliar métodos de construção standartizados, muito com o recurso a elementos pré fabricados, com formas originais e complexas resultando num elemento único.


Este projecto não é excepção e através de uma estrutura complexa e o seu revestimento que acaba por formar uma pele semi estrutural dada a sua complexidade, responde não só a uma linguagem e estilo arquitectónicos como a várias questões programáticas, ambientais e energéticas bem como a requesitos técnicos exigidos para o efeito.

Este projecto prentende ser um marco não só tecnológico com o que de melhor se pode obter actualmente para a construção e projecto mas um simbolo cultural e histórico destacando uma época marcada pelos grandes centro urbanos que se desenvolvem em altura.
A sua complexa pele atribui ao edifício caracteristicas únicas de um projecto "vivo", pois este muda de aparência ao longo do dia aumentando a eficiência energética deste, através dos vidros ao longo da fachada que, ligados a um sistema avançado de gestão energética, controla a sua opacidade e níveis de transparência.


O edifício torna-se assim numa super estrutura hibrida capaz de optimizar o conforto no seu interior.

Uma casa rampa para "Sk8tar" - Archivirus



A casa rampa é um projecto que redefine literalmente o conceito sobre espaços de vivência no tema da habitação.

A pedido do cliente o atelier Archivirus projectou esta casa deliberadamente e de tal forma que o seu interior fosse compativel com a prática de skate para além de ser uma casa.

Sem receios e originalmente radical todo o projecto desenvolve um extraordinário desenho de interiores compatibilizando o pedido tão invulgar deste cliente.

O principal desafio centrou-se na intenção de desenvolver uma rampa continua que pudesse gerar um percurso de skate fluido ao longo da casa e não a criação de uma casa com uma rampa.


Assim criaram-se cantos redondos ao longo das divisões, um espaço principal que serve de sala e de half pipe e um prolongamento para os espaços de circulação com o arredondamento das paredes e cantos permitindo um movimento continuo de skate ao mesmo tempo que o programa de casa vai sendo completado e configurado.




terça-feira, 7 de abril de 2009

Carapicuiba house - Angelo Bucci e Alvaro Puntoni



Espectacular projecto de habitação e escritório de forma integrada e aproveitando ao máximo as características difíceis do local.

Localizada num terreno de grande declive com cerca de 6 metros de cota para vencer, os arquitectos não só aproveitam esta característica como tiram partido para definir o próprio programa exigido pelo cliente. A realização de uma casa e um escritório de modo a conferir a necessária privacidade entre eles.



A casa desenvolve-se em dois pisos, ambos com cotas inferiores ao da rua principal que dá acesso ao projecto. O escritório desenvolve-se ao longo de um só piso ao mesmo nível da rua principal.




Palavras para quê.....








St-Germain Aqueducts and Sewers - a c d f architecture

Peritos em saneamento básico e canalizações desde 1953 a St-Germain Égouts et Aqueducs decidiu criar a sua nova sede melhorando não só a qualidade dos seus postos de trabalho e áreas de exposição para os seus clientes como também possibilitar a ampliação da sua linha de produção.



Partindo da ideia de que não queriam criar um programa básico de armazém industrial mas antes requalificar aquele lugar com algo coerente com a sua envolvente e que trouxesse ao mesmo tempo uma nova imagem á empresa compatibilizada com as novas exigências do mercado, quer ao nível ambiental como competitivo e sustentável, surge um projecto que reúne e reinventa a ideia de armazém.



O lugar voltou assim a ser fonte de inspiração para a realização de um projecto de características comuns a tantos outros programas industriais. A ganhar fica a empresa com a atracção e conforto que provoca aos seus clientes e estes por terem uma experiência única que de certeza não esquecerão.




Com materialidades ente os alumínios, a madeira e o vidro, o atelier redefine assim uma nova imagem para a empresa, desenhando com cuidado todos os exteriores que conferem ao projecto o seu porto seguro de ancoragem.













Fotografia : Marc Cramer