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quinta-feira, 18 de março de 2010

SOftware alternativo para arquitectura e desenho assistido por computador (Cad)


De: Jestem hardkorem


Não existe margem para dúvida de que o software da autodesk é lider de mercado quanto a software dedicado a sistemas cad para arquitectura, engenharia e demais áreas onde o rigor é exigido no desenho técnico.

Mesmo assim é difícil a muitas empresas e profissionais liberais, público alvo deste software, acompanhar as contstantes actualizações de software a preços que começam nos 1200€ até preços de pacotes completos que podem facilmente chegar aos 5000€ ou 8000€.

Vejamos um caso prático como exemplo:

Um simples atelier com dois sócios fundadores em ínicio de actividade que desejem manipular desenhos com extensão de dwg, extensão nativa deste software e que muitas vezes é exigida em algumas das camaras de portugal.

Terão de dispender para as versões base qualquer coisa como 2400€ e somente para desenho a 2d.

Se juntarmos um programa de modelação e renderização fotorealista dispendem qualquer coisa como 3500€ mais 2000 a 3000€ em plugins e afins de modo a terem tudo legalizado e prontos a trabalhar.

Para inicio de actividade 8000€ é muito sem um retorno imediato, não contando com edição de imagem se for preciso, video e fotomontagem, topografia, medições e orçamentos para não falarmos de software de calculo para estruturas e de apoio á execução dás especialidades de engenharia.

Felizmente existem alternativas bem viáveis já para ambas as situações e algumas até de forma gratuita.

Assim deixo-vos alguns dos melhores exemplos de software, uns gratuitos outros a pagar mas em quantias que chegam a ser 10 a 20 vezes menores que o software habitual.

Zwcad, http://www.zwcad.org/

AXCAD, em http://www.axcad.com/

BRICSCAD, em http://www.bricscad.com/

INTELLICAD, em http://www.intellicad.com/

CADian, em http://www.cadian.com/english/product/CADian.asp

CADopia, em http://www.cadopia.com/

Adeko, em http://www.adeko.com.tr/

Progesoft, http://www.progesoft.com/


Em matéria de 3d e modelação o Sketchup da google veio para ficar e é gratuito.

Para alem de impressionar no novo modo de modelação contém hipotese de integração com software profissional de uma forma muito segura e estável.

Um dos grandes modeladores tridimensionais já usado e principalmente desenvolvido para a industria do cinema é Blender com igualmente muitos plugins fotorealistas um deles muito bom e gratuito como o YafRay.

3D

Sketchup, www.sketchup.google.com

Blender, http://www.blender.org/

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Jean Nouvel na Imagina 2010 - Feira dedicada á tecnologia 3D

O arquitecto francês Jean Nouvel, vencedor do prémio Pritzker em 2008, participou na Imagina 2010, uma importante feira europeia dedicada à tecnologia 3D, que decorreu recentemente em Monte Carlo. Nesse evento, Nouvel, autor de mais de duzentos projectos espalhados por todo o mundo, deu uma palestra sobre a utilização do computador e das tecnologias 3D no seu trabalho.

JEAN NOUVEL – O computador alterou completamente o trabalho do arquitecto, porque agora pode-se simular tudo, pode-se desenhar mais rapidamente, pode-se decompor um edifício em partes separadas. Pode-se verificar todas as combinações, e daí haver novas e extraordinárias possibilidades para a concepção e para a realização.

CLAUDIO ROCCO – O senhor disse que as imagens são mentiras. Com as novas tecnologias mente-se menos?

J N – Com as novas tecnologias pode-se mentir na mesma e talvez melhor. É aí que reside o problema ético. Mas também é verdade que essa mentira sempre existiu: eu falava das perspectivas ditas “de promoção”, com um grande ângulo em que as divisões aparecem três vezes maiores, com carros de luxo em primeiro plano, as árvores e tudo o que quisermos. Deixou-se de ver o que é a arquitectura, e só se vêem sinais de luxo, que estão à venda ao mesmo tempo. Esta mentira existe sempre, mas com o computador se existir uma ética, pode-se representar as coisas de forma muito, muito fiável. Assim, seria bom estabelecer um certo número de regras, uma espécie de código ético que permita assegurar que o que se vê é verdadeiro.

CR – Acha que algumas das suas obras não poderiam ter sido realizadas sem o computador?

JN – Isso é absolutamente verdade, ou seja, em primeiro lugar não teria as ideias que tive, porque o computador abriu-me a mente. Por exemplo, eu trabalho muito com a luz e existem coisas que nunca poderia ter imaginado sem o computador.
Em segundo lugar existem coisas que nem sequer poderia realizar: actualmente, por exemplo, estamos a trabalhar na abóbada do Louvre Abu Dhabi, que é uma espécie de poço de luz organizado através das abóbadas perfuradas, e onde as manchas de luz desaparecem e se juntam.
Se quisesse simular e trabalhar isso há dez anos teriam sido necessários dois ou três séculos, o que é demasiado para mim. Com o computador pude fazê-lo.

CR – Chegamos à relação com o passado.
Em algumas das suas obras, por exemplo, na Ópera de Lyon, integrou estruturas antigas em estruturas modernas. Qual é a relação do arquitecto com o passado? Como se integra o moderno no antigo?

JN – Creio que devemos servir-nos sempre da história e dos precedentes. O que falta frequentemente na arquitectura contemporânea é esse elo com a história e com a geografia.
Eu digo que é sempre necessário estabelecer uma relação com o precedente e reutilizar mais frequentemente essa matéria. Efectivamente, na História muitas obras-primas foram feitas ao longo de séculos por sedimentação.

CR – As cidades de hoje! Acha que as cidades de hoje continuarão a existir dentro de cinquenta ou cem anos? Como vê, como imagina a cidade do futuro?

JN – É preciso ter em consideração que o futuro não são cidades novas. As cidades estão sempre em mutação. O que é importante actualmente é ver quais são os factores dessa mutação. No séc.XX acumularam-se rapidamente muitos bairros novos, muitos edifícios novos que não estão em interferência, estão simplesmente acrescentados.
A cidade é muito estereotipada, por isso é necessário que as cidades se movimentem em torno de si próprias. É esse movimento que lhes vai dar uma complexidade e, espero, mais humanidade e mais profundidade. O futuro das cidades já lá está em cerca de cinquenta por cento.
Uma das coisas extraordinárias em “Blade Runner”, o filme de Ridley Scott, é que se via bem que o futuro estava sempre em conflito ou em relação, ou em sobreposição com a matéria existente, com os edifícios do século passado. É essa relação entre o futuro e o passado que criou a cidade.

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Novas Tecnologias

Para quem utiliza ferramentas para a arquitectura de visualização de imagens, fica desde já a saber que um dos mais famosos motores de renderização, o vray, tem agora uma nova tecnologia denominada vray rt (real time render) para a visualização em tempo real do modelo tridimensional em que se está a trabalhar.

Quem está familiarizado com o processo de criação de imagens tridimensionais, sabe que é um processo que consome muito tempo e recursos necessitando quase sempre de um trabalho posterior ao processo de renderização com o recurso a outros programas para o tratamento da imagem final para o equilíbrio de cores, fundos, colocação de plantas e pessoas entre outros bem conhecidos efeitos de luz e sombra.

Esta nova tecnologia permite agora através do programa em que se está a trabalhar como por exemplo o 3d studio max ou Cinema 4D, ter uma das viewports dedicadas á amostragem do resultado final tal qual a imagem final irá ficar já com as texturas e materiais aplicados.

Qualquer alteração em tempo real que se faça aos objectos e ao modelo tridimensional é automaticamente e ao mesmo tempo actualizada numa viewport.

Esta inovação irá de certo transformar a apresentação de projectos visto que esta poderá ser feita a partir de agora em modo interactivo directamente com o cliente e este ver em tempo real a alteração realizada e decidir se valerá ou não a pena a execução da alteração.

Aqui fica uma demonstração retirada do youtube