Mostrar mensagens com a etiqueta Planeamento Urbano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Planeamento Urbano. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ordem espera “luz verde” para avançar com aldeia do meco

O executivo camarário deverá apreciar no próximo mês o pedido de alteração ao Plano Director Municipal (PDM) solicitado pela Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Médicos (OM) que permitirá avançar com o processo de instalação na zona da Adémia, freguesia de Trouxemil, do ambicioso projecto da Aldeia do Médico, que prevê a construção da Casa do Médico, de um Centro de Congressos e ainda do edifício que será a sede administrativa da OM em Coimbra.

O mesmo foi confirmado, ao Diário de Coimbra, por José Manuel Silva, presidente da SRC-OM, garantindo que, se a alteração ao PDM for aprovada, como se espera, ficará tudo a postos para que seja lançado «logo de seguida» o concurso público para o projecto de arquitectura da Aldeia do Médico, que ocupará cerca de dez hectares de terreno, na zona da Quinta do Couto, na Adémia, num investimento de vários milhões de euros.

«Temos todos os processos em suspenso porque estamos dependentes da proposta de alteração do PDM», adiantou José Manuel Silva, que já este mês teve uma reunião com Carlos Encarnação onde viu confirmadas, informalmente, as propostas de alteração que a OM tinha feito àquele documento, no sentido de ser aumentada a capacidade de construção para o terreno em causa. «Precisávamos de ter um bocadinho mais de folga», adiantou o médico.

Para além da sede administrativa da SRC-OM em Coimbra, o projecto prevê a construção de residências assistidas para médicos aposentados – a Casa do Médico – garantindo-lhes independência, qualidade de vida, conforto e segurança. Junta-se um Centro de Congressos com capacidade para 1.500 pessoas, com um espaço polivalente pronto a receber actividades científicas, formativas e de lazer, e que incluirá um restaurante panorâmico. Um “pacote” que poderá, como admite José Manuel Silva, captar para Coimbra o Turismo Científico.

Naquela área, onde está uma chaminé de uma antiga cerâmica que a OM quer preservar, está prevista ainda a construção do Museu do Médico, um anfiteatro romano para espectáculos ao ar livre, uma piscina, spa e uma zona de jogos mista, com circuito de manutenção e um court de ténis que serão construídos, como sempre defenderam os responsáveis da SRC, à medida das possibilidades financeiras daquela instituição.
Por: Ana Margalho
Em: diariocoimbra.pt

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Carta Estratégica 2010-2024 é discutida em Lisboa

A Câmara de Lisboa discute quarta-feira a Carta Estratégica 2010-2024, o documento orientador da estratégia da cidade nos próximos 15 anos e que sugere um acordo metropolitano a médio/longo prazo sobre mobilidade e planeamento.

O documento, que foi tornado público em Julho passado, foi elaborado sob coordenação de um comissariado liderado pelo investigador João Caraça e que tinha como comissários especialistas como Ana Pinho, Augusto Mateus, João Seixas, Manuel Graça Dias, Tiago Farias e Simoneta Luz Afonso.

A Carta Estratégica pretende responder às lacunas da cidade em áreas como a habitação, equilíbrio social, população, segurança, ambiente, mobilidade, criatividade, competitividade e identidade.

Entre as propostas do documento estão uma nova divisão administrativa com agrupamentos de freguesias e uma maior estabilidade das políticas municipais.

É igualmente proposta a criação de uma nova ideia urbanística que fomente a diversidade.

Para pensar de forma integrada as estratégias de Lisboa a Carta sugere a criação de uma 'Autoridade de Articulação', gerida por uma estrutura "leve", mas com um executivo politicamente legitimo e com orçamento próprio.

Para tornar progressivamente desnecessário o uso do automóvel é sugerida a criação de parques de estacionamento dissuasores, à volta da cidade, em articulação com municípios vizinhos.

Do rol de sugestões fazem ainda parte a criação de dificuldades ao trânsito de atravessamento, como "passadeiras alteadas", semáforos mais lentos e passeios mais largos.

Para conquistar a confiança dos proprietários, a Carta propõe a criação de uma balcão que, funcionando como 'fiador', seja uma espécie de agência de aluguer junto da Autoridade para a Igualdade, uma estrutura a criar, adstrita ao actual Conselho Intermunicipal para a Interculturalidade e Cidadania.

A recuperação dos centros históricos da capital é proposta com o encorajamento de "boas práticas" na recuperação do património construído (prémios pecuniários ou isenções fiscais) e a criação de uma "Carta de exemplos", que funcionaria como um "guião" para todos os projectos de recuperação de edifícios.

A promoção de silos automóvel para moradores que torne mais atractiva a habitação nos bairros históricos e a renovação urbana dos espaços públicos são outras das sugestões para recuperar os centros históricos de Lisboa.

É igualmente proposta uma maior ligação entre a capital e os bairros periféricos/problemáticos, transformando parte das antigas unidades de habitação camarária em edifícios 'open-space' que posteriormente poderiam ser alugados, "a preços competitivos", para oficinas. Escritórios ou indústrias não poluentes.

Para conquistar a confiança dos proprietários, propõe a criação de uma balcão que, funcionando como 'fiador', seja uma espécie de agência de aluguer junto da Autoridade para a Igualdade, uma estrutura a criar, adstrita ao actual Conselho Intermunicipal para a Interculturalidade e Cidadania.

Na área do ambiente, para tornar Lisboa numa cidade mais sustentável e mais eficiente do ponto de vista energético, são apontadas a redução do ruído, do consumo de água, energia eléctrica e combustíveis fósseis, da produção de resíduos sólidos urbanos e a promoção da reabilitação da estrutura ecológica da cidade e do rio Tejo.

As prioridades apontadas vão para os transportes e edifícios, com a aposta não só na aplicação dos novos regulamentos (certificação, climatização e sistemas energéticos), mas também em novas formas de arquitectura (eco-construção).
Por Agência Lusa, Publicado em 21 de Dezembro de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

Atelier Português vence concurso de ideias - "Sol e Sombra" - PROAP

'Sol y Sombra'

Entre 163 equipas de 25 países foi o arquitecto paisagista português João Ferreira Nunes, que coordena o atelier PROAP, quem venceu o concurso de ideias para o parque urbano da área florestal de Valdebebas, e que será o maior de Madrid.

Apoiado pelos paisagistas espanhóis Bet Figuera e o atelier Opera, João Ferreira Nunes irá intervir numa área de aproximadamente 80 hectares, correspondente à expansão urbana a norte de Madrid, promovida pela municipalidade da capital espanhola.

A equipa intitulou de "Sol y Sombra" a sua proposta, uma vez que, refere, "representa um dos temas do parque, um tema que nos fala dos contrastes do lugar, e que o parque interpreta através das cumplicidades estabelecidas entre as grandes áreas de clareira e as zonas de bosque, entre os taludes densamente revestidos e o desafogo da linha de cumeeira, através das superfícies de água e das suas vibrações e através da plasticidade das estruturas inertes do parque, muros maciços brancos e lisos, que constituem represas que limitam pavimentos, que suportam terras, que albergam funções, como muros habitacionais".

Do ponto de vista da organização do espaço, serão intercaladas zonas de clareira e zonas de bosque, a forma mais tradicional da paisagem europeia, reproduzida aliás em parques notáveis, como o da Fundação Calouste Gulben- kian.

Este padrão de cheio e vazio terá diversos momentos e formas: junto à malha urbana madrilena já existente, o bosque será pouco denso e o destaque pertencerá às clareiras. Na transição para as futuras habitações da expansão da cidade por Valdebebas, o tema será tratado de forma mais urbana, com recurso a muros, passeios e zonas de recolha de águas pluviais que darão origem a pequenos lagos.

Um antigo caminho, que foi utilizado para transporte de animais neste pedaço de Madrid, voltará a ganhar vida, integrando-se num troço do parque, em forma de folha de árvore, que incorporará as zonas de bosque mais densas de toda a área tratada pelo urbanista português e sua equipa. À semelhança de uma folha, este excerto do parque será dividido a meio por uma nervura, correspondendo a uma linha de cumeada que servirá, também, de miradouro.

Finalmente, e aproveitado a topografia e movimento natural das águas no terreno, serão criadas zonas húmidas, como lagoas, que culminarão numa praia artificial. Este grande momento de toda a intervenção terá características de veraneio e lazer. Sobre a água nascerá um anfiteatro e, nas cercanias, um centro de informação ambiental, restaurantes, cafetarias e praças.

Consciente da cultura urbana das grandes cidades e de Madrid em particular, João Ferreira Nunes entende que o tema "Sol Y Sombra", que motivou o projecto, também se estenda às intervenção dos utentes do parque. Assim, adivinha para os seus "muros brancos, onde se desenham sombras," um futuro em que "se desenham também graffiti, signos e mensagens, retirados ano após ano e transformados em frutos do parque, para darem lugar, uma vez mais, ao branco...

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1336491&seccao=Arquitectura

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A cidade tolerante / Adept Arquitectos e Schonherr Arquitectos




O município de Helsingborg, na Suécia, optou pela proposta de Schonnerr Arquitetos como vencedores da competição, com uma proposta de planeamento urbano criando um conceito inovador apelidado de "cidade tolerante".

O contexto do projecto vai acrescentar valores ao seu ambiente urbano, criando uma nova identidade e explorando as possibilidades futuras de Helsingborg.




A proximidade da água e a sua concepção sustentável, e os locais de encontro para ligar as diversas populações da província, foram elementos-chave no início da fase de concepção do projecto.

O plano estruturante foi criado não só pensando em como o projecto poderia influenciar o lugar existente, mas no seu potencial para o lugar futuro optimizando o natural desenvolvimento da nova cidade.

Desta forma, embora o programa inicial tenha sido criado para objectivos precisos, o plano oferece potencial de desenvolvimento em que é dado á comunidade local o papel de poder efectuar essa transformação.

Praças e áreas recreativas facilitam a coexistência de uma grande variedade de pessoas.

Martin Krogh da Adept declarou: "Os mecânicos, os patinadores, os designers e os amantes clandestinos pertencem todos á "cidade tolerante", onde a baixa renda, oficinas, comércio, e a reutilização de edifícios criam crescimento e áreas não-conformistas".



O júri observou que a proposta oferece, - " a mais ampla e equilibrada gama de soluções para os desafios destacados pela concorrência. Com a sua forte ligação azul verde, o plano de estrutura é muito convincente Os autores entenderam e trabalharam com as necessidades específicas de Helsingborg. A proposta também mostra como a cultura e iniciativas empreendedoras de sustentábilidade pode ser integrado com a área física do ambiente urbano. "

A equipa completa inclui Transsolar Klima Engenharia, VIA Trafik Agência Pública, consultadoria BBN, planeamento urbano Jens Kvorning.





terça-feira, 28 de abril de 2009

Foster, Hadid, Gehry, Nouvel, Piano e mais contra Principe Carlos

Recentemente um grupo de dez arquitectos de renome internacional, incluindo Norman Foster, Zaha Hadid e Frank Gehry, reuniram-se contra o discurso e intenções do principe Carlos contra a construção de casas de luxo em chelsea, assinando uma carta em conjunto.

O principe manifestou-se contra a construção moderna e contemporãnea com o recurso ao aço e vidro nos edifícios elogiando e pretendendo que a construção e o desenho dos edifícios seja feita com materiais mais tradicionais como o tijolo maciço e a pedra revelando as materialidades mais tradicionais de londres.