1º Lugar - Nuno Brandão Costa
2º Lugar - Nuno Carrôlo
3º Lugar - Atelier RUA
A hierarquização proposta pelo júri do Concurso, que integrava um jurado designado pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos (arqto João Miguel Fernandes), define assim o 1º Lugar a Concurso a Nuno Brandão Costa, cabendo o 2º e 3º lugar na hierarquização, respectivamente, aos arquitectos Nuno Carrôlo e Francisco Freitas ( Atelier RUA ).
(…) Para a eficácia desta estratégia propõe-se o desenho de um Sistema, que se desenvolve na geometria linear do Sítio, alastrando-se sobre o território a intervir, acompanhando o sentido longitudinal dos elementos naturais existentes, a ampliar na sua visibilidade e presença.
(…) O sector mais urbanizado da Ilha entende-se como tal, através de um pavimento uniforme em calçada de pedra da região. Deste modo, converte-se uma estrada urbana numa série linear de passeios e ciclovia.
Potenciar a paisagem e o seu carácter único constitui o objectivo da proposta alinhando-se assim um plano que ao percorrer o território, hierarquizando os seus diversos lugares, desenvolve uma estrutura horizontal que integra a resolução do programa: os acessos, os novos equipamentos, o sistema de mobilidade (ciclovia, TRAM, pedonal, trânsito mecânico condicionado), as novas construções (para realojamento), as praças, os pavimentos, os acessos à praia, os apoios de praia e os equipamentos associados, os cais de ria, a nova ponte e o parque de estacionamento.
(…)Novas dunas serão criadas nos espaços demolidos, iniciando-se assim o processo de renaturalização da ilha.”
A proposta de Nuno Carrôlo pretende contrariar a delapidação a que o património natural e paisagístico deste território singular tem vindo a sofrer, transformando-o num lugar incaracterístico e assimétrico, um espaço de excessos e defeitos onde urge repor o ténue equilíbrio entre o ecossistema e a comunidade.
Aponta a solução para uma proposta que se apoia “em novos traçados reguladores, abraçados por espaços públicos mais dignos e por estruturas edificadas existentes e propostas devidamente integradas, estas últimas tendo por base uma arquitectura minimalista e modular.”
Já a proposta do Atelier RUA propõe para a requalificação e ordenamento da frente de mar da Praia de Faro uma clara divisão em três fases progressivas:
“Numa primeira fase intervém-se, de forma cirúrgica, nos pontos críticos hoje existentes, requalificando a circulação e criando um elemento longitudinal que estrutura e equipa a Praia (muro habitado).
A segunda fase do processo consiste na demolição dos edifícios actualmente existentes na Ilha, mantendo-se os espaços públicos.
A terceira fase do processo completa a renaturalização, resistindo o eixo longitudinal criado na primeira fase que agora, engolido pela duna, apenas oferece um percurso de superfície em toda a extensão da Praia, ligando os vários acessos e apoios balneares/pesca construídos de forma sustentável e não perturbadora do ecossistema. “
Fonte: OASRS - Ordem dos Arquitectos Secção Regional Sul
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