sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Apartamento mais caro do mundo vendido em Londres



A ‘penthouse' do empreendimento One Hyde Park, actualmente o mais luxuoso empreendimento de Londres, foi vendida a um comprador não identificado por 170 milhões de euros (140 milhões de libras), tornando-se no apartamento mais caro do mundo até à data.

O duplex de seis quartos, vidro à prova de bala, sala de pânico e uma imensa vista sobre a capital inglesa não só é 11 vezes mais caro que a casa mais cara de Portugal (avaliada em 15 milhões de euros), como é também a terceira propriedade mais cara do mundo, depois de Antilla, em Mumbai, na Índia, avaliada em cerca de mil milhões de euros e da mansão Villa Leopolda, na Riviera Francesa, cujo preço chega aos 390 milhões de euros.

Localizado numa das melhores zonas da capital inglesa, num empreendimento desenhado pelo arquitecto Richard Rodgers, vencedor do Pritzker (o Nobel da arquitectura), este apartamento conta ainda com serviço de quartos a qualquer hora do dia, cortesia do hotel Mandarin Oriental, que fica mesmo ao lado do condomínio.

Este empreendimento será constituído por quatro edifícios com um total de 86 apartamentos, cujo preço mais baixo começa nos 24 milhões de euros (20 milhões de libras). A conclusão está prevista para o final deste ano.

O negócio, que segundo o jornal britânico "Daily Telegraph", citando fontes do mercado, deverá ter sido acordado com entidades do Médio Oriente ou da Nigéria, acontece depois das vendas terem parado durante um ano por causa da crise económica.
fonte: economico.sapo.pt

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Arranha Céus Horizontal - Steven Holl


A pairar sobre um jardim tropical, este arranha-céus "horizontal", comparado com o Empire State Building, alto, une em uma visão a sede Vanke Co. Ltd, escritórios, apartamentos e um hotel. Um centro de conferências, SPA e estacionamento estão localizados sob o grande verde da paisagem, o espaço público.
O edifício foi concebido como um objecto flutuante na paisagem, deixando apenas tocar o chão por volumes estruturais de acesso, as escadas e elevadores.

A ideia parte da capacidade dos edifícios verticias embora tenha transformado esse conceito num elemento horizontal que apenas toca o pavimento no mínimo possível.
Por debaixo deste volume, é desenhado uma pasisagem exterior que se enquadra com a envolvente como se o edifício não estivesse ali, o que acaba ao mesmo tempo por enquadra-lo por este desenho não se tornar inocente, conjugando envolvente e projecto numa única peça dividida em dois elementos, os volumes e a paisagem.

As zonas de hotel e serviços elevam-se em volumes de vidro com vista a 360º sobre estes espaços exteriores enquanto que os volumes de habitação foram dliberadamente direccionados para a paisagem envolvente a outra escala de vistas.

Steven Holl monta aqui não só um coneito já explorado por Koolhas mas associa-lhe outra caracteristica principal, os conceitos bio climáticos, ao aproveitar as baixas de temperatura em zonas pontuais do edifício aliado ao desenho dos espaços exteriores.

Assim o desenho dos exteriores assume aqui uma dupla função, programatica e funcional.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Honoris Causa" incentiva Nadir a pintar mais

O pintor Nadir Afonso recebeu na passada terça-feira, em Lisboa, o título de doutor “Honoris Causa”, em Arquitectura, pela Universidade Lusíada.

O artista, de 89 anos, que também é arquitecto admitiu ao JN que o título lhe veio “dar mais ânimo, para continuar o meu caminho na pintura. Agora é que vai ser...”

Assumindo-se como homem simples e um pouco distante do meio intelectual, Nadir Afonso definiu a sua presença ontem, na cerimónia, como“ um pouco surrealista. Foi um exercício dífícil ter de explicar àquela gente, todos intelectuais, todos racionais, o que entendo ser a pintura e a arte”. Nadir garante que até achou graça ao facto de “me ter transformado, naqueles instantes, em racionalista” e, acrescenta, “pelos vistos eles também gostaram, até porque me aplaudiram bastante”.

Para o professor Alberto Reais Pinto, director da Faculdade de Arquitectura e de Artes da Lusíada, Nadir “é um homem singular, completo, capaz das maiores realizações, que tem mostrado saber ser, estar e permanecer”.

O auditório da universidade foi pequeno para ouvir o pintor/arquitecto que falou de improviso, acabando por pôr de parte o discurso escrito, por considerar “demasiado indigesto”.

Entre a assistência, estiveram presentes Rui Pereira, ministro da Administração Interna, Elísio Sumavielle, secretário de Estado da Cultura, Maria Barroso, general Ramalho Eanes, Marcelo Rebelo de Sousa e Francisco Laranjo, director da Faculdade de Belas-Artes do Porto, instituição onde Nadir se diplomou nos anos 40.
Fonte: http://jn.sapo.pt

sábado, 26 de junho de 2010

Atelier Kaputt chega ao fim...

#PT#

Após seis maravilhosos anos de actividade chega ao fim a colaboração que a todos nos uniu neste projecto colectivo.

A 22 de Junho de 2010 o atelier Kaputt! encerrou a sua actividade regular passando a dedicar-se exclusivamente ao acompanhamento e finalização dos trabalhos em curso.

O projecto colectivo dá assim lugar a diversos projectos individuais que nos levarão mundo fora.
Mais do que nunca sentimos neste momento uma enorme dívida de gratidão para com todos os que nos deram o pretexto e a motivação para trabalhar.

Para todos um abraço,

atelier Kaputt!
Ana Brütt Filipe Horácio Moreira Irene Bonacchi Kirill de Lancastre Jedenov Luca Martinucci Manel Ribeiro Rita Ferreira Sérgio Antunes Sofia Reis Couto

#EN#

After six wonderful years of activity, the collaboration that has united us has come to an end.
As of June 22, 2010, Kaputt! architectural office ended its regular activity, dedicating itself exclusively to the supervison and completion of ongoing projects.
Our collective project has thus given way to numerous individual projects that will take us around the world.
At this moment, more than ever, we owe tremendous gratitude to all who have given us the reason and motivation to work.

Kind regards to all,

Kaputt! architectural office.
Ana Brütt Filipe Horácio Moreira Irene Bonacchi Kirill de Lancastre Jedenov Luca Martinucci Manel Ribeiro Rita Ferreira Sérgio Antunes Sofia Reis Couto

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ateliê dos filhos de Manuel Salgado concorre ao terminal de cruzeiros em Lisboa

O ateliê de arquitectura Risco, dirigido pelos filhos do vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Manuel Salgado, vai participar no concurso do novo terminal de cruzeiros de Lisboa. O concurso de 25 milhões de euros, com honorários de mais de 1 milhão para o ateliê vencedor, foi lançado numa cerimónia da CML e da Administração do Porto de Lisboa (APL).

O júri que avalia os projectos e escolhe o vencedor por ajuste directo é composto por sete elementos, entre os quais se inclui um arquitecto nomeado pelo vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa.

Manuel Salgado diz ao i que "não sabia que o gabinete estava a concorrer ao terminal de cruzeiros". Mas acrescenta que "esse é um projecto do Estado, não é da CML, e isso faz toda a diferença". Tomás Salgado, o filho do vereador do Urbanismo que é coordenador-geral do ateliê Risco, depois da saída do pai, confirma a intenção de "apresentar proposta ao concurso para o projecto do novo terminal marítimo".

Quando anunciou que iria integrar a lista de candidatos de António Costa na corrida à Câmara de Lisboa, em Maio de 2007, o agora vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, afirmou que, se vencesse as eleições, iria cessar a actividade de arquitecto enquanto exercesse o cargo, abandonando também o Risco, sociedade que deixaria de ter projectos na cidade.

Em declarações à imprensa, garantiu ainda que o ateliê não aceitaria "novas encomendas de promotores privados de projectos que estejam sujeitos a licenciamento ou autorização da Câmara".

Salgado chegou a integrar a lista do PS para a CML em 2005, mas acabou por sair em resultado de uma polémica com Manuel Maria Carrilho. À data, Carrilho levantou dúvidas sobre a compatibilidade do exercício do cargo de vereador, tendo projectos em Lisboa e ligações a empresas de arquitectura. Carrilho haveria de perder as eleições, derrotado por Carmona Rodrigues.

Manuel Salgado afirma agora ao i que, quando se candidatou, "disse que não haveria candidaturas a projectos da câmara, mas o gabinete tem legitimidade para concorrer a este concurso". Quanto ao facto de o júri incluir o arquitecto Pedro Brito Dinis, designado pela CML, o vereador responde que se trata de "um júri que garante toda a idoneidade ao concurso e quando foi apresentado ninguém o contestou". Mais: "Integra ainda o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, o arquitecto Joan Busquets e elementos da administração do Porto de Lisboa." Gonçalo Ribeiro Telles foi um dos apoiantes da candidatura de António Costa.

O concurso foi lançado em Março deste ano com a presença do presidente da câmara, António Costa, com o prazo de entrega das propostas a terminar no final de Junho. Como o próprio Manuel Salgado tinha garantido em 2009, o projecto já não inclui a construção do hotel e do centro comercial previstos no início pela Administração do Porto de Lisboa.


Fonte: ionline.pt