segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Plataforma Casa da Vizinha volta a acolher projectos

A Casa da Vizinha, recupera uma das principais funcionalidades do site original e abre portas à participação de todos os arquitectos interessados, nacionais e estrangeiros, que queiram ter os seus projectos publicados no site.

Para participar é necessário enviar um pedido para autopropostos@casadavizinha.eu.com a seguinte informação em arquivo ZIP:

Imagens

- máximo 3 imagens em JPG ou PNG do projecto proposto, com as seguintes características por imagem:

-dimensões máximas 800px por 600px

-tamanho máximo 500kb

Texto em formato DOC, RTF ou PDF com as seguintes características:

- Contactos do Autor

- Resposta à pergunta Porque é Este Projecto Sustentável? com um mínimo 1000 caracteres e um máximo de 4000 caracteres

- Memória Descritiva do Projecto

O Conselho Editorial da Casa da Vizinha avisará os autores dos projectos seleccionados para integrar o site pedindo o restante material necessário para a publicação do mesmo.

Sugestões e propostas de colaboração podem ser enviadas para casadavizinha@casadavizinha.eu

Mais informações em www.casadavizinha.eu

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz Natal e Prospero Ano 2010

Desejamos a todos os nossos leitores um Feliz Natal e um prospero Ano Novo 2010.

Carta Estratégica 2010-2024 é discutida em Lisboa

A Câmara de Lisboa discute quarta-feira a Carta Estratégica 2010-2024, o documento orientador da estratégia da cidade nos próximos 15 anos e que sugere um acordo metropolitano a médio/longo prazo sobre mobilidade e planeamento.

O documento, que foi tornado público em Julho passado, foi elaborado sob coordenação de um comissariado liderado pelo investigador João Caraça e que tinha como comissários especialistas como Ana Pinho, Augusto Mateus, João Seixas, Manuel Graça Dias, Tiago Farias e Simoneta Luz Afonso.

A Carta Estratégica pretende responder às lacunas da cidade em áreas como a habitação, equilíbrio social, população, segurança, ambiente, mobilidade, criatividade, competitividade e identidade.

Entre as propostas do documento estão uma nova divisão administrativa com agrupamentos de freguesias e uma maior estabilidade das políticas municipais.

É igualmente proposta a criação de uma nova ideia urbanística que fomente a diversidade.

Para pensar de forma integrada as estratégias de Lisboa a Carta sugere a criação de uma 'Autoridade de Articulação', gerida por uma estrutura "leve", mas com um executivo politicamente legitimo e com orçamento próprio.

Para tornar progressivamente desnecessário o uso do automóvel é sugerida a criação de parques de estacionamento dissuasores, à volta da cidade, em articulação com municípios vizinhos.

Do rol de sugestões fazem ainda parte a criação de dificuldades ao trânsito de atravessamento, como "passadeiras alteadas", semáforos mais lentos e passeios mais largos.

Para conquistar a confiança dos proprietários, a Carta propõe a criação de uma balcão que, funcionando como 'fiador', seja uma espécie de agência de aluguer junto da Autoridade para a Igualdade, uma estrutura a criar, adstrita ao actual Conselho Intermunicipal para a Interculturalidade e Cidadania.

A recuperação dos centros históricos da capital é proposta com o encorajamento de "boas práticas" na recuperação do património construído (prémios pecuniários ou isenções fiscais) e a criação de uma "Carta de exemplos", que funcionaria como um "guião" para todos os projectos de recuperação de edifícios.

A promoção de silos automóvel para moradores que torne mais atractiva a habitação nos bairros históricos e a renovação urbana dos espaços públicos são outras das sugestões para recuperar os centros históricos de Lisboa.

É igualmente proposta uma maior ligação entre a capital e os bairros periféricos/problemáticos, transformando parte das antigas unidades de habitação camarária em edifícios 'open-space' que posteriormente poderiam ser alugados, "a preços competitivos", para oficinas. Escritórios ou indústrias não poluentes.

Para conquistar a confiança dos proprietários, propõe a criação de uma balcão que, funcionando como 'fiador', seja uma espécie de agência de aluguer junto da Autoridade para a Igualdade, uma estrutura a criar, adstrita ao actual Conselho Intermunicipal para a Interculturalidade e Cidadania.

Na área do ambiente, para tornar Lisboa numa cidade mais sustentável e mais eficiente do ponto de vista energético, são apontadas a redução do ruído, do consumo de água, energia eléctrica e combustíveis fósseis, da produção de resíduos sólidos urbanos e a promoção da reabilitação da estrutura ecológica da cidade e do rio Tejo.

As prioridades apontadas vão para os transportes e edifícios, com a aposta não só na aplicação dos novos regulamentos (certificação, climatização e sistemas energéticos), mas também em novas formas de arquitectura (eco-construção).
Por Agência Lusa, Publicado em 21 de Dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

‘Olhar / Look at Niemeyer’ mostra o génio do brasileiro no dia dos seus 102 anos

Mais de 300 fotografias de 103 autores estão reunidas no livro Olhar/Look at Niemeyer, que será lançado em Lisboa no dia 15 e mostra a «genialidade actual» do arquitecto brasileiro, disse à Lusa o coordenador da obra.
Mostrar a «genialidade, a ousadia e o fugir das convenções característicos da obra de Niemeyer e o apelo à dimensão humana que a vida e obra deste arquitecto ainda constituem nos dias de hoje» é um dos objectivos do livro, disse à Lusa Carlos Oliveira Santos, que escolheu para o lançamento o dia em que Oscar Niemeyer faz 102 anos.

O livro tem edição bilingue (Português/Inglês), contém um texto e um desenho inéditos de Siza Vieira e reúne imagens seleccionadas das 1100 tiradas por fotógrafos de 11 países que se candidataram a um concurso internacional. O concurso foi realizado em 2007 pela Comissão para as Comemorações dos 100 anos de Oscar Niemeyer - Portugal.

«O livro dá uma panorâmica disseminada da individualidade, da ousadia criativa de reconstrução de fórmulas e formas características de Niemeyer e da lucidez fabulosa que mantém aos 102 anos e que nos levam, necessariamente, a ter uma nova versão sobre a questão da idade», disse Carlos Oliveira Santos, professor universitário e estudioso da obra do mestre brasileiro.

Fonte:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=157005

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ministro das Obras Públicas defende política pública de arquitectura





O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, defendeu ontem a necessidade de «uma política pública de arquitectura para Portugal, no intuito de uma melhoria da qualidade de vida das populações». O governante, que falava na sessão de abertura do 12.º Congresso dos Arquitectos, salientou que a arquitectura «é um pilar fundamental no desenvolvimento do país, seja no que diz respeito à economia, ao desenvolvimento sustentável, à eficiência energética e às alterações climáticas, assim como na criatividade e inovação».


Texto, Álvaro Magalhães
Foto, Álvaro Magalhães
Publicado a 11-12-2009

Em: diáriodominho.pt

Famalicão: Novo mapa de arquitectura traça roteiro por 27 edifícios

Quem quiser conhecer terras famalicenses tem agora a possibilidade de se deixar guiar pelo Mapa de Arquitectura de Vila Nova de Famalicão que ontem já foi dado a conhecer ao público na Casa das Artes durante a inauguração do 12º Congresso dos Arquitectos.

O mapa concebido em parceria entre os técnicos da Ordem dos Arquitectos e os técnicos da autarquia famalicense traça um roteiro por uma série de edifícios públicos relevantes do concelho de Famalicão desde a Habitação Social Multifamiliar de Gondifelos à Casa de Cupertino Miranda Piscinas de Ribeirão Centro Social de Avidos Centro de Estudos Camilianos Mercado Centro de Apoio e Manutenção das Auto-Estradas do Norte Centro de Saúde de Delães entre muitos outros.

No conjunto destacados no mapa estão 27 edificações mas segundo Armindo Costa presidente da Câmara Municipal de Famalicão bem “poderiam ser 40 ou 50” uma vez que o objectivo é “publicitar desenvolver e atrair a Famalicão mais turistas” indicou à margem do congresso em declarações aos jornalistas.
Por: Marta Caldeira

domingo, 22 de novembro de 2009

Troufa Real apresenta "bolo de aniversário" como projecto para a nova Igreja do Restelo !!!

Arquitecto Nuno Teotónio Pereira

Um dos autores do plano de urbanização do bairro do Restelo, Nuno Teotónio Pereira, considera “uma aberração” a igreja que ali começou a ser construída na terça-feira. Para este arquitecto, a gravidade do caso deveria levar a Câmara de Lisboa a mandar parar a obra e a exigir outro projecto.

Desenhada pelo arquitecto Troufa Real, a nova igreja do Restelo inclui uma torre de cem metros de altura em forma de minarete e uma paleta cromática ousada, com paredes pintadas de dourado, vermelho, verde e cor-de-laranja. O edifício tem, num dos lados, a forma bojuda de um barco assente numas cornucópias que imitam ondas, numa alusão à época dos descobrimentos.

Autor de várias igrejas – uma das quais, a do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, classificada como monumento nacional –, Teotónio Pereira não tem dúvidas sobre a obra que está a nascer no Restelo: “Ofende de forma muito grave a paisagem urbana e os princípios basilares da arquitectura contemporânea.”

No seu entender, o projecto está completamente desenquadrado do conjunto urbano que planeou juntamente com Nuno Portas, nos anos 70, e, se for por diante, vai descaracterizar toda a encosta que se estende até ao rio. “Pela sua dimensão excessiva para as necessidades do local e pelo seu custo, nunca acreditei que fosse construído”, admite. “E, do ponto de vista da arquitectura religiosa, parece-me um completo disparate. A arquitectura das igrejas deve pautar-se pela pureza de formas e pela beleza”.

“Espanta-me por isso que o patriarcado e a própria câmara tenham consentido na sua construção”, prossegue. “A câmara deveria estar vigilante e defender os interesses da cidade”.

Movimento de opinião

Teotónio Pereira ressalva que lhe custa estar a criticar a obra de um colega – até porque partilha do princípio de que a liberdade de criação dos arquitectos não deve ser limitada. “Mas, perante este caso, não posso ficar em silêncio”, observa. “Devia formar-se um grande movimento de opinião para impedir esta obra”.

O PÚBLICO tentou perceber os meandros da aprovação deste projecto, cujos passos decisivos foram dados nos mandatos de João Soares e de Santana Lopes. Mas a consulta do respectivo processo camarário não foi esclarecedora. Tentámos, igualmente, chegar à fala quer com Troufa Real, quer com a vereadora de Santana Lopes que aprovou o projecto de arquitectura, Eduarda Napoleão, sem sucesso. Igualmente infrutíferas foram as tentativas para obter declarações por parte do actual vereador do Urbanismo, o arquitecto Manuel Salgado.

Em 2007, a propósito da escultura de Rui Chafes que o escritório de advogados de José Manuel Júdice colocou em frente à sua sede, na Avenida da Liberdade, o presidente da autarquia, António Costa, mostrou-se de acordo com uma sugestão do PCP para a constituição de uma comissão municipal de estética. Este organismo serviria para evitar a profusão de “mamarrachos”. A comissão, que de resto se destinava apenas à arte pública, acabou por não vingar.

Processo pouco claro

Apesar do seu exotismo, o projecto da igreja de Troufa Real para o Restelo foi apreciado pelos técnicos camarários como se de outro qualquer se tratasse. Não há, no processo consultado ontem pelo PÚBLICO na Câmara de Lisboa, qualquer referência dos técnicos nem à torre de cem metros, nem tão-pouco às cores a usar ou ao facto de a igreja ter a forma de um barco com ondas por baixo. Os funcionários apenas repararam em questões menores, como o número de lugares de estacionamento ou as taxas de construção a pagar pela igreja à autarquia. E estas, no valor de 198 mil euros, foram perdoadas, dada a finalidade da obra.

Fonte: publico.pt

Maqueta do projecto.