segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Jovens arquitectos portugueses nomeados na shortlist do WAF (World Architecture Festival)- para a categoria Future Projects - Cultural


O atelier português OTO + Jorge Graça Costa - arquitecto, estão nomeados para a shortlist da WAF - World Architecture Festival na categoria Edificio Cultural fruto de um concurso internacional galardoado com o 1º prémio ha um ano atrás.

A arquitectura tem por objectivo primordial interpretar formalmente, de maneira adequada, o seu momento histórico ao resolver problemas específicos de organização espacial (programa, lugar, construção, economia, factores ambientais, entre outros) o que inclui necessariamente a sustentabilidade.


O grande desafio que se coloca nos edifícios e nas cidades deste século é a optimização dos recursos, através do diálogo entre o homem e a natureza numa filosofia de fazer mais com menos (do more with less).

O projecto da sede do Parque Natural, em Chã de Caldeiras na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, possui uma abordagem holística da sustentabilidade.

Esta conjugação com o património natural, o vulcão e a cratera, único e de uma beleza rara no mundo, fará com que reúna as condições ideais para o reconhecimento do Pico do Fogo como património mundial.

A ideia base é projectar o edifício de modo a ser parte da paisagem e a paisagem ser parte do edifício, havendo uma fusão entre os elementos.



O conceito é estender a zona vulcânica assim como as varias espécies vegetais existentes no Parque Natural do Fogo para a zona da nova sede administrativa, convidando os visitantes e locais a descerem até a cota inferior, de uma forma suave, através de percursos pedonais desenhados criteriosamente entre pedras vulcânicas.


A abordagem projectual não se limitou meramente a questões programáticas e estéticas, abordando de uma forma integrada com a Arquitectura questões necessárias ao uso da edificação e gestão racional do recursos recorrendo a sistemas de aproveitamento das águas pluviais, aquecimento e arrefecimento passivos, qualidade do ar e da água, maximização da iluminação natural, energias de fontes renováveis, etc,.


Esta intervenção para o governo de Cabo Verde visa fazer de Chã de Caldeiras um povoado auto-sustentável, trabalhando com pequenos pontos de fornecimento de energia renovável.


São destacadas as vertentes ambiental (para minimizar os impactos ambientais), a energética (que estará ligada à economia de recursos de energia, que é escassa no local), bem como a social (por se tratar de um edifício que será usado pela população local coma pólo dinamizador).


Um edifício feito pela população para a população utilizando mão-de-obra local e trabalhando com materiais locais de baixo impacto ambiental.


O Parque Natural ganhará um edifício diferente em Cabo Verde, um pólo de atracção turística, além de centro de formação e de apoio a outras actividades.

Equipa técnica:

OTO:

ARQ. MIGUEL RIBEIRO DE CARVALHO
ARQ. NUNO TEIXEIRA MARTINS
ARQ. RICARDO BARBOSA VICENTE
ARQ. ANDRE CASTRO SANTOS


SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

ARQ. JORGE GRAÇA COSTA
WEE - WIDE ENDOGENOUS ENERGY SOLUTIONS

Informações e Contactos:

OTO arquitectos
Tlm.: (+351) 93 464 52 21
Tel.: (+351) 21 387 88 37
Fax: (+351) 21 387 29 86

Rua Marquês da Fronteira, 133 6ºFte
1070-293 Lisboa
Portugal




1ª premio - Concurso do Cemitério e Tanatório da Quinta do Conde( Complexo Funerário ) - OTO Arquitectos

A estratégia passa por integrar o complexo no elemento mais forte, o muro. Aproveitando a força da curva deste, o edifício surge através de uma outra curva recuada para criar a entrada. O muro realiza a fusão entre a rua e o complexo.


O complexo nasce da curva do muro e constrói-se ocupando todo o limite de implantação, integrando-se com a métrica dominante do cemitério.


Daqui formam-se dois claustros, um vazio e outro cheio. O primeiro é um jardim, para onde se viram todos os espaços públicos, com duas ligações ao cemitério que dividem as três utilizações distintas do edifício;


Complexo funerário, edifício municipal e área de comercio. O segundo é o núcleo principal do edifício, onde se situam as salas de velório e o forno crematório. Este volume em betão aparente, com altura superior é rodeado por uma clarabóia que o separa do resto do edifício e o ilumina em todo o seu contorno.

A partir de uma base comum que acompanha o muro e que o transforma em edifício, o Complexo desenvolve três utilizações distintas, mas com uma leitura singular tanto da rua, como do cemitério. O edifício pode cumprir um horário independente ao cemitério, por isso todos os acesso deste ao cemitério têm portões em barras de ferro.

O edifício municipal e a zona comercial têm acesso pelo claustro e pelo cemitério para conseguirmos um funcionamento independente.



OTO Arquitectos é um atelier de arquitectura português constituído por uma equipa de jovens arquitectos.

Inoformações e contactos:

OTO arquitectos

Tlm.: (+351) 93 464 52 21
Tel.: (+351) 21 387 88 37
Fax: (+351) 21 387 29 86

Rua Marquês da Fronteira, 133 6ºFte
1070-293 Lisboa
Portugal



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Revelando o novo pavilhão em Amesterdão - UnStudio

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Em 9 de setembro a cerimónia de inauguração oficial da Nova UNStudio's Amsterdam Pavilhão teve lugar em Battery Park, Nova York. A inauguração da estrutura concluída do exterior do Pavilhão New Amsterdam foi realizada por convidados de honra do príncipe da Holanda, o Prefeito da Cidade de Nova York, Michael R. Bloomberg, o subsecretário de Estado A. Judith McHale e Frans Timmermans o ministro holandês dos Assuntos Europeus. A cerimônia de inauguração ocorreu às 11 horas do Peter Minuit Plaza, em Battery Park.

O novo Pavilhão encomendado, é uma doação dos Países Baixos para Nova York em homenagem a 400 anos de amizade. Quando concluído, será destinado a atrair mais de 6 milhões de visitantes. que irá fornecer assistência técnica e pontos de informação digital familiarizando os visitantes com informações sobre o bairro, tanto directamente de Nova Iorque, bem como fornecer informações sobre eventos na Holanda. O Pavilhão também servirá como restaurante e bar, será renomeado New Amsterdam Plein e em conjunto com o Pavilhão irá fornecer um local de encontro atraente para os nova-iorquinos, os viajantes e turistas, bem como servir como uma homenagem à nossa história comum e valores compartilhados.

domingo, 30 de agosto de 2009

Terra, vinhas e casas - Um projecto bem português

Terra, vinhas e casas

Promontório Arquitectos, João Luis Carrilho da Graça, João Paulo dos Santos e João Ferreira Nunes são alguns dos nomes que assinam projectos de arquitectura e paisagismo para um aldeamento de características vinícolas que vai nascer em Montemor- -o-Novo, no Alentejo.

O conceito do conjunto, designado L'AND VINEYARDS, é o de criar habitações e espaços verdes qualificados "para quem pretende usufruir da vivência do mundo rural, com o máximo de sofisticação" com uma "uma arquitectura marcadamente contemporânea do concilia a tradição cultural mediterrânica com a sofisticação sustentável", defende o promotor. Os lotes variam de cerca de 2000 metros quadrados até perto de 15 000 e as casas de 300 a 600 metros quadrados de área bruta de construção.

O suíço Peter Markli e o atelier Segison Bates Architects , do Reino Unido, fecham o colectivo de arquitectos, que assina cinco núcleos habitacionais cada. Distintos e personalizados, os núcleos têm em comum o facto de respeitarem "a morfologia e topografia do terreno, as casas moldarem-se ao seu meio envolvente, permitindo um relacionamento aberto e privilegiado com o ambiente rural".

O núcleo de Carrilho da Graça compõe-se de oito lotes e, conforme o arquitecto, descreve, : "Longilíneas e horizontais, as casas organizam-se num movimento radial em torno de um eixo, estabelecendo elas próprias os limites de cada lote, conformando grandes pátios/jardins e espaços de lazer privados. Esta organização garante a privacidade e enfatiza a relação visual com o território envolvente. À horizontalidade que evoca a arquitectura da região, contrapõe-se a verticalidade das torres que se erguem nas extremidades e conquistam a vista sobre a cidade e castelo."

Para o atelier Promontório, "a artificialidade é uma das características evidentes das implantações regionais alentejanas. A proposta refere este tema na implantação do núcleo. As casas acompanham as cotas, mas usam o terreno como suporte para a criação de um basamento onde assenta a casa. Cada unidade tem uma sala ampla que funciona como elemento central e organizador da tipologia.

À volta da sala, desenvolvem-se vários pátios, criando diferentes mundos de privacidade, numa relação franca com a paisagem". O colectivo de arquitectos projecta em oito lotes e é ainda o responsável pelos núcleos de serviços e equipamentos e os apartamentos do aldeamento.

Já José Paulo dos Santos " trabalha o ritmo, a proporção, a luz, os enquadramentos, o significado de cada material na caracterização dos espaços e volumes, intimamente relacionados com o contexto. Sem ostentação, mas com grande rigor (…). O património e o tempo constituem o principal ponto de partida das suas obras que, num equilíbrio de continuidade temporal,surgem como se desde sempre o conjunto fizesse sentido", conta o arquitecto portuense.

A rematar o conjunto, e tão importantes como os espaços construídos, os arranjos exteriores, da autoria de João Ferreira Nunes, são caracterizados da seguinte forma: "Abrangendo quer o espaço colectivo, quer as envolventes privadas de cada núcleo habitacional, o desenho paisagístico imprime áreas de vinha, olival, laranjal, pomar e montado, num modelo de gestão global que garante a manutenção do coberto vegetal espontâneo e natural do território".


Por: Cláudia Melo

Em: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1348090&seccao=Arquitectura




sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Forte recessão na Foster and Partners



Norman Foster chama ao último ano de exercício um dos mais desafiadoras desde a fundação do seu atelier.

A extensão da perda é o resultado parcial dos £ 4,7 milhões do gasto com uma reestruturação da empresa após uma demissão de 400 funcionários este ano, apontando para uma diminuição significativa do trabalho de uma das empresas líderes do Reino Unido de arquitectos.

Embora o volume de negócios total do grupo tenha subido de 142,4 milhões de euros para 153,9 milhões de euros, o volume de projecto no Reino Unido caiu de 28,4 milhões ano passado até 18,6 milhões tendo existido também uma redução acentuada particularmente no continente europeu, com uma série de projectos na Rússia suspensa ou cancelada.

No entanto, o volume de negócios da companhia na Ásia quase duplicou, a partir de 12,3 milhões até $ 23,2 milhões e os negócios no Oriente Médio e Austrália que registaram também um bom desempenho.

O exercício que terminou em abril 2009 tem sido uma das mais difíceis desde o início da sua prática, não obstante as recessões passadas em que tem resistido sua história mais de 40 anos ', disse Foster, afirmando de que estes acontecimentos não deixaram com que o atelier tivesse em igual periodo um dos melhores anos em termos de excelência de projecto em qualidade e inovação criativa em busca de novas soluções.

domingo, 23 de agosto de 2009

Atelier Português vence concurso de ideias - "Sol e Sombra" - PROAP

'Sol y Sombra'

Entre 163 equipas de 25 países foi o arquitecto paisagista português João Ferreira Nunes, que coordena o atelier PROAP, quem venceu o concurso de ideias para o parque urbano da área florestal de Valdebebas, e que será o maior de Madrid.

Apoiado pelos paisagistas espanhóis Bet Figuera e o atelier Opera, João Ferreira Nunes irá intervir numa área de aproximadamente 80 hectares, correspondente à expansão urbana a norte de Madrid, promovida pela municipalidade da capital espanhola.

A equipa intitulou de "Sol y Sombra" a sua proposta, uma vez que, refere, "representa um dos temas do parque, um tema que nos fala dos contrastes do lugar, e que o parque interpreta através das cumplicidades estabelecidas entre as grandes áreas de clareira e as zonas de bosque, entre os taludes densamente revestidos e o desafogo da linha de cumeeira, através das superfícies de água e das suas vibrações e através da plasticidade das estruturas inertes do parque, muros maciços brancos e lisos, que constituem represas que limitam pavimentos, que suportam terras, que albergam funções, como muros habitacionais".

Do ponto de vista da organização do espaço, serão intercaladas zonas de clareira e zonas de bosque, a forma mais tradicional da paisagem europeia, reproduzida aliás em parques notáveis, como o da Fundação Calouste Gulben- kian.

Este padrão de cheio e vazio terá diversos momentos e formas: junto à malha urbana madrilena já existente, o bosque será pouco denso e o destaque pertencerá às clareiras. Na transição para as futuras habitações da expansão da cidade por Valdebebas, o tema será tratado de forma mais urbana, com recurso a muros, passeios e zonas de recolha de águas pluviais que darão origem a pequenos lagos.

Um antigo caminho, que foi utilizado para transporte de animais neste pedaço de Madrid, voltará a ganhar vida, integrando-se num troço do parque, em forma de folha de árvore, que incorporará as zonas de bosque mais densas de toda a área tratada pelo urbanista português e sua equipa. À semelhança de uma folha, este excerto do parque será dividido a meio por uma nervura, correspondendo a uma linha de cumeada que servirá, também, de miradouro.

Finalmente, e aproveitado a topografia e movimento natural das águas no terreno, serão criadas zonas húmidas, como lagoas, que culminarão numa praia artificial. Este grande momento de toda a intervenção terá características de veraneio e lazer. Sobre a água nascerá um anfiteatro e, nas cercanias, um centro de informação ambiental, restaurantes, cafetarias e praças.

Consciente da cultura urbana das grandes cidades e de Madrid em particular, João Ferreira Nunes entende que o tema "Sol Y Sombra", que motivou o projecto, também se estenda às intervenção dos utentes do parque. Assim, adivinha para os seus "muros brancos, onde se desenham sombras," um futuro em que "se desenham também graffiti, signos e mensagens, retirados ano após ano e transformados em frutos do parque, para darem lugar, uma vez mais, ao branco...

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1336491&seccao=Arquitectura

Três torres em Milão - Daniel Liebskind

Três torres em Milão

A preparação da Expo 2015, que se realizará em Milão, está em marcha. Daniel Liebs- kind tem a seu car- go o plano urbanístico, com Zaha Hadid, Arata Isozaki e Pier Paolo Maggiora convidados a darem contributos à sua proposta, que ganhou um concurso internacional em 2004.

Localizada no centro da cidade e ocupando cerca de 3000 metros quadrados, a área em questão é uma ampliação do complexo que actualmente acolhe a Fiera Milano, onde se realizam as grandes feiras internacionais de design e mobiliário.

O complexo contempla zonas residenciais, comerciais, de serviços e de lazer, com destaque para um grande parque - será o "pulmão" de Milão - e para o Museu de Arte Contemporânea, ambos da autoria de Liebs- kind.

O arquitecto polaco encontra- -se ainda a projectar torres de escritórios e a primeira zona residencial do complexo.

Para Liebskind, a intervenção apresenta um desafio, que extravasa a mera composição de edifícios e espaços públicos: " Milão é o centro cultural de Itália, exibindo o melhor que a Itália tem para oferecer. É um lugar que acarreta os sonhos, aspirações e o orgulho de todos os milaneses. Nesse sentido, a intervenção tem de ser representativa da grandeza do design, mobiliário, moda e tecnologia italianas e não merece nada menos que uma intervenção urbana visionária, embora prática."

A tradução arquitectónica e urbanística deste pressuposto é, segundo o arquitecto, eficaz: "Apesar da magnitude do projecto, a estratégia da proposta é simples e directa: a proposta consiste numa série de arquipélagos colocados no futuro parque, cada um propondo uma variedade de diferentes escalas", conta o autor do projecto escolhido, que descreve assim as diferentes tipologias e escalas: "As unidades habitacionais que irão variar entrevillas e blocos de apartamento, serão cuidadosamente colocadas no perímetro da intervenção." Já o interior será ocupado com grandes áreas públicas, como o parque, praças e equipamentos colectivos.

A ligação à cidade será feita através de uma zona residencial, que por sua vez é contígua ao grande parque e a uma praça central.

Para a equipa de arquitectos liderada por Liebskind, a opção de colocar a habitação num anel da periferia e espaços verdes no centro permite que exista uma permeabilidade entre a parte antiga da cidade e o futuro "pulmão" ao nível de vistas, qualidade do ar e iluminação natural. Por outro lado, evoca a história urbanística de Milão, que teve o seu apogeu no século XIX, evidenciada nos blocos habitacionais com pátios intersticiais perceptíveis dos espaços públicos, a fazerem a transição entre os domínios públicos e privados de forma permeável e orgânica.

Libeskind dá ainda especial importância aos espaços e equipamentos públicos. O Museu de Arte Contemporânea, ainda numa fase inicial de projecto, irá dispor de espaços expositivos e auditório. Por outro lado, a grande praça central, já baptizada de "Piazza 3 Torri", será flanqueada por três incomuns edifícios, sinuosos e orgânicos , para utilizações comerciais e de serviços. Libeskind espera que sejam "icónicos" e resultem numa linha de horizonte escultórica, facilmente visível de longe.

Para sintetizar a sua proposta, Libeskind refere que o "projecto da Fiera Milano é excitante não só pela sua arquitectura e urbanismo, mas porque deliberadamente oferece visões estonteantes, experiências pedestres entusiasmantes, vistas maravilhosas e um balanço entre espaços comerciais, áreas de trabalho e novos ambientes habitacionais e de recreio".

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1329762&seccao=Arquitectura