terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Arranha Céus em construção no Dubai

Burj Dubai é um arranha-céus em construção no Dubai, Emirados Árabes Unidos, e é a estrutura edificada mais alta feita na Terra pelo homem, apesar de estar incompleta.

A construção teve início no dia 21 de setembro de 2004, e é esperado que seja concluída para ocupação em setembro de 2009.





IdeaFestival 2008: Bjarke Ingels - REN People's Building




Museu dos Coches: Silo automóvel foi sugestão para região do Tejo por Arquitecto Mendes da Rocha

Paulo Mendes da Rocha afirmou que a construção de um estacionamento subterrâneo na região não é recomendável por questões estruturais, mas que responderá "adequadamente" à reformulação do projecto, que tem a rejeição da Câmara de Lisboa.

"Aquela é uma região de importante afluência turística para uma marcha a pé, com vários locais de visitação, como o Convento dos Jerónimos, Ladeira da Ajuda e outros", disse.

"Há um interesse em resolver o problema do estacionamento de forma mais ampla, em vez de construir uma garagem em cada edifício", realçou o arquitecto brasileiro.

Mendes da Rocha salientou ainda que o terreno local é constituído por "terra frouxa, com um lençol freático superficial", pouco recomendável para construção de subterrâneos, pelo alto custo.

"A laje será muito solicitada em termos estruturais. Há soluções de engenharia, mas não vale a pena enfrentar o lençol freático simplesmente para guardar automóveis porque será uma obra caríssima, com grande movimento de terra", disse.

A falta de estacionamento na região, possíveis problemas estruturais e o alto custo de uma obra subterrânea levaram o arquitecto a sugerir a construção de um silo automóvel.

A Câmara de Lisboa aprovou em Dezembro um parecer favorável ao projecto, mas vai exigir do Governo a reformulação, rejeitando a construção desse silo de 26 metros na frente ribeirinha.

O projecto prevê a ligação do silo ao edifício principal do museu, por meio da construção de um passadiço sobre a linha do comboio.

"O museu exige grandes vãos, estruturas solicitadas. Uma garagem subterrânea tem um custo muito alto e seria melhor enfrentar a questão e fazer um estacionamento fora", observou Mendes da Rocha.

O arquitecto vincou que o silo não é parte integrante do projecto do Museu dos Coches, sendo construções "distintas".

"Foi apenas uma solução urbanística e arquitectónica que resolve o problema da região e que dá brilho ao local. Pareceu-me muito integrado", disse.

Mendes da Rocha considerou "extraordinário" o convite do Governo para realizar o projecto e que, com a decisão da Câmara de Lisboa, a solução poderá ser a construção de um pequeno subsolo para estacionamento.

O Museu dos Coches, que ocupará uma área de 15.177 metros quadrados, custará 31,5 milhões de euros provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.

Nascido em Outubro de 1928, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, na região Sudeste do Brasil, Mendes da Rocha é um dos mais importantes arquitectos e urbanistas brasileiros.

Pertencente à geração de arquitectos modernistas, recebeu o Prémio Pritzker, o mais importante da arquitectura mundial, em 2006.

É autor de diversos projectos, como o do Museu Brasileiro de Escultura (MUBE) e do Museu da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.


Fonte: Lusa in http://ww1.rtp.pt

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Não ha património que resista !!!!!!!


Avista-se da cidade. Imponente. À medida que nos aproximamos torna-se gigantesco. Não é por acaso que o título de jóia da coroa lhe é atribuído. Mas ao percorrermos os 4800m2 de construção edificada que compõem o Convento de Cristo, em Tomar, a realidade afigura-se monstruosa. A chuva intensa marca-lhe cada fissura, cada mazela. Desde as ruínas do castelo ao hospital militar devoluto, aos claustros seguros por traves frágeis, à Janela Manuelina cujos motivos se escondem atrás dos líquenes...


O que fizemos ao nosso património?

A pergunta repete-se de Norte a Sul do país. E dá azo a uma outra, mais concreta, mais real e impossível de responder: quanto dinheiro será necessário para recuperar um universo histórico tão vasto?

Charola (raríssimo santuário datado da alta Idade Média), um dos "ex-libris" do Convento de Cristo, usufrui já de um programa activo de mecenato. A entrar na terceira fase de intervenção a nível das pinturas murais, viu a Cimpor sensibilizar-se com a degradação do seu deambulatório magnificamente decorado no século XVI. Mas faltam exemplos semelhantes, de Norte a Sul do país.

Na Sé de Évora onde o vento e chuva batem contra as janelas em ferro que compõem a cabeceira do edifício, sente-se essa falta de intervenção, assim como se sente e vê a olho nu na Igreja de São Francisco, de arquitectura gótico-manuelina e que integra a famosa Capela dos Ossos. As vigas de madeira que sustentam a nave da igreja, a maior nave central da Península Ibérica, estão a ruir e a abrir brechas por todo o lado.


Lixo na Sé de Lisboa, risco na Ribeira



Sé de Lisboa: no claustro, já não se reconhecem adornos, arcos ou capitéis
Também na Sé de Lisboa, entre as diversas orações que lá se fazem, algumas são em intenção da própria estrutura da igreja - para que não ceda e para que as placas de vidro não caiam em cima de ninguém. Ali só através de passadeiras de metal se consegue atravessar o claustro - imenso buraco aberto há 30 anos, a mostrar ruínas de edificações anteriores (romanas ou islâmicas, não se sabe ao certo). Ali, excrementos de pombo convivem com garrafas de plástico, sacos e lixo avulso, enquanto os turistas deambulam por entre arcos, ogivas, capitéis e inscrições com uma história mais velha do que Portugal.


É triste, mas é verdade.

Na Ribeira, no Porto, o cenário não é mais animador. O perigo de derrocada não ameaça só visitantes, vive dentro da cabeça de moradores e comerciantes. Em Valença do Minho, as muralhas da fortaleza também podem cair. As de Campo Maior, Serpa e Estremoz, no Alentejo, estão por tratar. Em Santarém, o Tejo treme sem saber quando vai receber as pedras da muralha que espera por verbas para uma solução definitiva, constantemente adiada pelos problemas de engenharia. A Fortaleza da Ínsula, em Caminha, tem a erosão como maior inimiga. A Ermida de São Gião da Nazaré não tem melhor sorte. A mesma do Mosteiro de Pitões das Junias, no Gerês. No Algarve, Cacela-a-Velha já não reconhece as suas muralhas, e Tavira não sabe sequer se a vila romana de Balça terá futuro.


Castelo de Monsaraz: a ameaça é um parque de estacionamento



Ao abandono está, ainda, a Fonte do Milho, um sítio romano em pleno Douro. Mais acima, em Bragança, a Lorga de Dine, na Gruta de Vinhais, no concelho de Bragança, tem as estalactites serradas. O local foi vandalizado e nem a Direcção Regional de Cultura do Norte sabe disso. Diz que a tutela não é sua e explica que alguém tem a chave da porta que dá acesso ao sítio pré-histórico.

O vandalismo toma formas diferentes em Silves, Monsaraz e, mais uma vez, Bragança. O castelo da vila algarvia viu as suas muralhas serem abertas para que uma nova porta se construísse, na vila alentejana, ao lado da fortaleza nasceu uma cratera para estacionar automóveis, e na capital de Trás-os-Montes há uma esplanada de vidro colada à velha Domus Municipalis. E os exemplos multiplicam-se.

Ministério promete medidas

O Ministério da Cultura, que tutela todo o património imóvel nacional, já avançou com uma primeira proposta: lançar o desafio às grandes empresas de obras públicas para, em forma de mecenato, oferecerem 1% de cada empreitada que lhes seja adjudicada em obras de requalificação. Castelos, igrejas, mosteiros, palácios, sítios arqueológicos, centros históricos...


Sé de Évora: as janelas da cabeceira do edifício estão a ruir

Há muito por onde escolher e trabalhos de todas as dimensões à espera de serem iniciados. A solução, importada de Espanha (cujo Estado adoptou mesmo uma taxa fixa de 2% a cada empreitada pública), surge como o único caminho. Mas a proposta do Governo não saiu até agora da gaveta e não passa de uma miragem.

Felizmente, além do já citado exemplo do mecenato da Cimpor, outros bons exemplos vão florescendo. Em Évora, a Fundação Eugénio d'Almeida toma a dianteira para requalificar o Palácio da Inquisição, o Pátio de S. Miguel, o Palácio da Condessa de Vila Alva. E associa-se à Câmara Municipal e à Direcção Regional de Cultura do Alentejo no projecto Acrópole XXI (10 milhões aprovados pelo QREN) recuperar a Torre do Salvador, a Casa de Burges...
Mas Lisboa e toda a região do Vale do Tejo, já não têm direito (por via do seu nível de vida médio) a quaisquer fundos comunitários, o que ainda agrava o problema. É nesta região que o mecenato terá de ser decisivo.

O alerta está lançado, mas a resposta cinge-se a dois artigos da Lei do Património (por regulamentar há oito anos), que entrarão em vigor em 2009: as regulamentações da actividade arqueológica e da intervenção em centros históricos com base na criação de Zonas Especiais de Protecção nas envolventes dos edifícios classificados. O Estado sabe que está em dívida, a consciência pesa-lhe e pesa-lhe mais ainda quando pensa na indústria do turismo.

Alexandra Carita (texto), José Ventura (fotos) in http://aeiou.expresso.pt/

domingo, 4 de janeiro de 2009

A casa flutuante - MOS Office



A Casa Flutuante é a intersecção de uma casa vernácular deslocada para um lugar específico único: uma ilha no Lago Huron. A localização na região dos Grandes Lagos e as complexidades impostas para a casa definiram os processos de fabricação e construção, bem como a sua relação com o lgar.

A variação climática anual relacionada com a mudança de estações, agravada com as ultimas variações ambientais, causam no Lago Huron variações drásticas quanto ao nível da água de mês a mês e ano após ano.

Para adaptar-se a essa constante e dinâmica mudança, a casa flutua em cima de uma estrutura de aço constítuida por pontões, que lhe permite flutuar junto com o lago.
Foi organizado com o construtor um processo de pré-fabricação da maioria dos elementos da casa por forma a facilitar o seu transporte para o local de construção por este se situar numa ilha.






sábado, 3 de janeiro de 2009

Is Molas Golf Resort, Itália / Arquitecto Massimiliano Fuksas




Este projecto consiste na realização do novo "Is Molas Golf Resort", que é um dos mais significativos na Itália hoje. O projecto é dedicada ao turismo de alta qualidade e inclui zonas residenciais também.




A ampliação do actual clube dará um hotel com 80 quartos e 36 suites, além disso, haverá unidades de tipologia t3 e t4, com um total de 292 camas. Toda a instalação será enriquecida com generosas áreas de passeio e lazer, como por exemplo o clube "a praça" e um sofisticado Spa central.


O campo de golfe, redesenhado por Gary Player, é desenvolvido em torno da central clube que faz o ponto central, conectando todos os percursos.







sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Chilean House / Smiljan Radic





Duas casas e na verdade há apenas um espaço construído, lembram as casas dos agricultores no campo chileno: as actuais árvores não foram tocadas, o exterior foi negado graças a um muro perimetral caiado.





Um pátio interior, com a possibilidade de ser coberto com uma lona agrícola fixado para o seu muro, proporciona sombra e uma austera sala aberta para um exterior que revela todo o pátio qua servem os quartos pintados em cores ousadas.