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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Certificação Energética a quanto obrigas

A directiva europeia tem já mais de seis anos, mas só agora passa a ter plena aplicação em Portugal. Com a entrada deste ano passou a ser obrigatória a certificação energética e da qualidade do ar interior em todos os edifícios, documento que é agora obrigatório para a celebração de qualquer contrato de transacção, locação ou arrendamento de imóveis.

A lei aplica-se tanto às novas construções como às já existentes e, além dos objectivos de eficiência energética, pretende dar aos utentes ou compradores dos edifícios informação sobre os consumos, fazendo também com que os custos energéticos passem a integrar o lote das características mais relevantes das construções.

Com o Sistema de Certificação Energética (SCE), os edifícios são avaliados em nove diferentes categorias, que vão da classe A+ até à G e aparecem no documento certificador representadas por barras coloridas, tal como acontece já com alguns electrodomésticos. O Governo espera com este sistema aumentar em mais de 30 por cento a eficiência energética dos edifícios, uma vez que este sector é responsável pelo consumo de aproximadamente 40 por cento da energia final.

Obedecendo a um calendário faseado que agora termina, as normas da directiva comunitária começaram a ser aplicadas em Julho de 2006, com a entrada em vigor dos regulamentos sobre os sistemas energéticos e de climatização e sobre as características do comportamento térmico dos edifícios. Um ano depois começou a ser aplicado o SCE na aprovação de projectos para a construção de novos edifícios com mais de mil metros quadrados, obrigatoriedade que em Julho último se entendeu ao licenciamento da generalidade das construções. O calendário completou-se agora com a obrigatoriedade de certificação para todos os imóveis, independentemente da data em que foram edificados.

Nas inspecções a realizar no âmbito da certificação são analisadas características que vão desde a utilização de energias alternativas, vidros duplos, palas nas janelas ou isolamento térmico. O certificado inclui também obrigatoriamente um registo de propostas com vista à eventual melhoria do desempenho energético, incluindo o investimento estimado para o efeito. Estas medidas têm um carácter de mero aconselhamento, não sendo obrigatória a sua execução, mas a lei prevê incentivos fiscais nos casos dos edifícios classificados como A+ ou A, ou ainda para as despesas efectuadas com vista a melhorar a eficiência energética das construções.

Quem classifica?

As entidades responsáveis pelo SCE são a Direcção-Geral de Geologia e Energia e o Instituto do Ambiente, que atribuíram a gestão do sistema à Agência para a Energia (Adene), entidade que faz a gestão do processo e emite os certificados. Foi também criada uma bolsa de peritos qualificados para o efeito, resultado de um protocolo com as ordens dos Arquitectos e dos Engenheiros e a Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos.

Em Setembro último, a Federação Portuguesa das Indústrias de Construção Civil e Obras Públicas queixava-se da exiguidade do número de peritos, que na altura eram cerca de 450. O director-geral da Adene, Alexandre Fernandes, garantiu ao PÚBLICO que os peritos credenciados são já cerca de 800, número que considera mais que suficiente, mas está previsto que sejam dois mil até ao final deste ano. Também a associação ambientalista Quercus veio ontem exigir, em comunicado, um reforço do número de peritos, lamentando que alguns distritos do país tenham "apenas entre dois e quatro" profissionais disponíveis.

Outra das críticas que têm sido apontadas ao sistema tem a ver com o facto de a lei não excluir que o autor de um projecto possa ser também o perito que emite o certificado relativo ao mesmo edifício. Alexandre Fernandes reconhece que a questão foi objecto de aprofundada discussão, mas que "a decisão foi unânime". "Optou-se pelo regime que é seguido em quase todos os países, entendendo-se que a questão é idêntica ao que se passa em relação às funções de projectista e de director da obra, que não tem levantado problemas", explicou.

Em 05.01.2009 - 08h41 De: José Augusto Moreira

Sitio: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354955

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mush House - Studio 0.10 Architects



Quando pensamos em Light Steel Framimg ou em bom português, por estrutura de aço leve, vem-nos á memória projectos de casas e estruturas pré fabricadas de frágil concepção e destinadas a casas de "2ª" ou de inferior qualidade apenas por se tratar de um pré fabricado.

Este conceito tem vindo a ser alterado a medida que as tecnologias evoluem e os requisitos de qualidade aumentam perante a construção e o consumidor final.

De facto este projecto demonstra bem como um elemento pré fabricado pode ser executado e pensado ao mesmo tempo que atinge níveis de qualidade que não seriam possíveis no modo como é efectuada a construção tradicional.



Os clientes desta casa situada em Sawtelle Blvd, Los Angeles, queriam não só uma casa mas também espaços de exposição de arte para as suas colecções de fotografia.

O Studio 0.10 respondeu com dois volumes separados por um pátio, fazendo corresponder um dos volumes aos espaços expositivos e o outro á casa.



A materialidade do projecto é conseguida através da manipulação modular do zinco aplicado directamente sobre placas de partículas orientadas que revestem a estrutura metálica, conferindo ao projecto um aspecto monolítico.



No primeiro volume, dedicado a espaços expositivos na sua essência, desenvoleu o projecto a partir de um elemento único que acaba por gerar todo o interior do volume, um percurso.

A casa, mais recolhida no lote, privilegia a privacidade ao mesmo tempo que comunica co mo pátio gerado entre os dois volumes.


Lembrando um exercício clássico existente em arquitectura, a maquete do projecto evidencia bem o cuidado no trabalho de relações interior/exterior - exterior/interior tratando o volume como um contentor.



Moradia Uni familiar - Elenberg Fraser Architecture - MelbourneAustralia -



Este projecto concebido de forma simples em forma e conceito, constroi sobretudo um cenário encolvente á casa. Esta forma de abordagem não é nova mas resolve de forma eficaz muitos dos problemas de urbanidade aqueles "não lugares" muitas vezes destinados á construção de casas.

Fora os erros de planeamento e ordenamento do território, esta é uma das formas de correcção para quem projecta uma casa num lugar que terá de viver virado para dentro.

Entre o minimalismo da casa "caixa" de formas puras e monocromática e o exterior criado para dar a ilusão de uma aparente paisagem, este projecto resolve de forma eficiente o programa de uma casa e a construção de relações com o seu exterior.


















quarta-feira, 18 de março de 2009

Bernard Quirot e Olivier Vichard - Casa Breuillot



Localizada no cimo de uma colina e gozando de uma generosa vista sobre a paisagem existente, esta casa foi projectada a pensar numa Avô que precisa de cuidar todos os dias dos seus dois netos.

Com uma ideia de contenporaneadade e ao mesmo tempo com a vontade de utilizar materiais e técnicas mais tradicionais, este projecto, reúne o desenho de uma nova arquitectura com o recurso a materialidades mais tradicionais como a madeira e a pedra.



O lugar foi preservado ao máximo e as árvores foram deixadas no local original.

Os materiais dos muros e da constituição de algumas das paredes em pedra foram retirados do próprio local economizando em recursos e gastos.











Os interiores foram criados com uso simples entre o branco e o as madeiras conferindo um alto grau de conforto aos espaços da casa.







E se pudessemos desenhar casas para todas as famílias - Villa Grow



Residencias Skansen - Dorte Mandrup



Este projecto para sete casas pátio foi concebido durante o evento "Living 2006+" em Ringsted na Dinamarca. As casas, de dois pisos, foram projectadas em conjunto formando dois blocos residências.



A disposição dos pátios exteriores e o espaço interior proporciona a cada casa a optimização dos espaços e a sua distribuição. A par dessa distribuição, Dorte Mandrup desenhou os alçados partindo da métrica dos painéis folheados aproveitando ao máximo as suas medidas standart de modo a economizar no núimero de peças necessário á construção, não deixando ao mesmo tempo descurar o desenho da estereotomia.



A implantação do projecto, embora que denote o aproveitamento ao máximo da área do terreno, é feita deixando um afastamento de protecção nas laterais das casas preenchendo-o com epsaços verdes que são de uso geral de todos.


O desenho dos espaços verdes foi concebido de modo a interligar todo o exterior das casas deixando os alçados principais para o uso privado de cada casa.


terça-feira, 10 de março de 2009

SUN SLICE HOUSE - Lake Garda, Italy - Steven Holl

Faz sempre bem lembrar grandes mestres que apesar de não andarem muitas das vezes nas capas de revistas nem em arquitecturas da moda, continuam como ninguém a lembrar bem o que é e do que trata a arquitectura enquanto projecto e definição de modos do viver.



Sobre a singular e aparentemente simples ideia de captar segmentos de luz, Steven Holl idealizou esta casa de fim de semana para uma familia cujo dono é proprietário de uma empresa de iluminação.

A parte da iluminação artificial possível de implementar a seu belo prazer durante a noite, Steven Holl concebeu este projecto explorando a colocação deliberada de segementos de luz através de aberturas rigorosamente desenhadas proporcionando alterações de iluminção pontuais ao longo do ano.



Mestre em materialidades, não deixou ao acaso os materiais aplicados nesta casa resolvendo de modo simples e eficaz uma fachada revestida a aço corten e vidro.



Grandes relações com o lugar são mantidas sobretudo através do uso de grandes vãos que mesmo assim não deixam descurar no tratamento da luz nos espaços mais privados.



Não é ao acaso que Steven Holl e os seus projectos em muitas das universidades, é mostrado como exemplo a seguir, definindo como porto seguro o significado da Arquitectura e um ponto de partida para qualquer estudante de Arquitectura.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Casa do Telhado Flutuante - Arquitectos Tezuka



Esta casa construída em Okayama - Japan e projectada por Tezuka encontra-se no final de uma colina de tal modo projectada que nos deixa a sensação de cobertura apenas.

De facto Tezuka, explorando minuciosamente os princípios de Mies Van Der Rhoe, consegue abrir e expor de forma fenomenal toda a envolvente do lugar para o interior desta casa.



Fazendo recurso a elementos de mobiliário e paredes interiores, como elementos estruturais, provoca deliberadamente a ausência de estrutura no olhar do observador elegendo as relações espaciais como o ponto principal de atenção entre lugar e espaços interiores.




segunda-feira, 2 de março de 2009

Dutch architects Grosfeld van der Velde

Dutch architects Grosfeld van der Velde desenharam esta casa localizada numa pequena encosta junto a Asterdplas em Breda.



A "S House" foi concebida de modo a minimizar o seu impacto de implantação no local potenciando a relação dos espaços interiores com o exterior através da elevação do pavimento interior de modo a favorecer o olhar sobre a paisagem.



Os pátios que circundam toda a casa, fazem o prolongamento natural do seu interior aliado á criação de grandes váos que dão ao pojecto uma ambiencia leve e transparente.




A casa alberga ainda um escritório do seu dono onde recebe os seus clientes, ficando bem definido programaticamente não interferindo na vivência da casa enquanto habitação.








quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Villa Berkel - Paul de Ruiter



O proprietário de um antigo bungalow localizado num terreno em veenendall na Holanda foi aconselhado por Paul de Ruiter a demolir o antigo bungalow para uma nova e ampla instalação contamporánea.
ground floor plan
Para assegurar novas relações para o lugar bem como a separação de espaços, foram deliberadamente projectados espaços mais abertos para o exterior com materialidades que se assemelham mais a espaços de carácter publico e espaços mais contidos, definindo assim os espaços mais privados da casa.



As área mais sociais como a entrada, a cozinha e as zonas de estar são servidas de generosos vãos de vidros direccionados para o exterior potenciando a interligação entre interior/exterior.



As materialidades, também diferenciadas consoante a sua funcionalidade acabam por definir os diferentes ambientes da casa.





domingo, 15 de fevereiro de 2009

Casa de Madeira em Caviano - Wespi de Meuron


A casa está localizada numa área fora dos novos edifícios do centro histórico de Caviano, com uma vista maravilhosa sobre o lago e as montanhas. Uma volumosa encosta e extensa acolhe a casa sobre a montanha e permite um acesso directo à Casa no seu nível superior.



O tipo de construção utilizado, usa meios de construção normalizada elegendo a madeira como matéria prima bem como elementos pré fabricados de modo a minimizar custos de construção e tempos de execução, através da execução de pormenores simples e eficazes.


Os vãos foram colocados de modo a tirar proveito das localizações Norte/Sul, aproveitando e potenciando o uso da ventilação natural e ganhos solares, realizando uma metodologia da aplicação e aproveitamento de energia de um modo passivo.














Autor do projecto: Markus Wespi Jérôme de Meuron architects

Localização: Caviano, Suiça