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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Exposição de Pancho Guedes no Museu Berardo



Amancio Guedes, mais conhecido como Pancho Guedes é um arquitecto, um escultor, e um pintor. Ele nasceu em Portugal em 1925 e passou a maior parte da sua vida criativa em Moçambique, onde fez mais de 500 projetos para a construção de edifícios.

Pancho Guedes fez parte do lendário Team 10, muitas vezes referida como "Team X" um grupo de arquitectos e outros convidados participantes que juntos a partir de julho de 1953, no 9º Congresso da CIAM, criaram uma alternativa dentro dos CIAM desafiando a sua dotrina e abordagem ao urbanismo.

A exposição terá lugar no Museu Colecção Berardo, em Lisboa entre os dias 13 de Maio e 16 de Agosto mostrando muitos dos seus desenhos originais, pinturas e esculturas.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Arquitecto Português premiado com o Noel Travel Award 2009

O arquitecto português Paulo Moreira foi premiado com o Noel Hill Travel Award 2009, atribuído pelo American Institute of Architects – UK Chapter, que distingue um estudante matriculado numa Universidade do Reino Unido.

O prémio foi entregue na gala anual Excellence in Design Awards, que decorreu no passado dia 26 de Março no Royal College of Physicians, em Londres. O juri, constituído por Bob Allies, Mary Bowman, Jamie Fobert, Larry Malcic, Robert Maxwell, Peter Murray, Victoria Richardson e Daniel Rosbottom distinguiu igualmente obras de arquitectos sediados no Reino Unido: David Chipperfield, Eric Parry, Gianni Botsford (premiados) e Niall McLaughlin, Eva Jiricna, Sarah Wigglesworth (menções honrosas).

A proposta de Paulo Moreira, entitulada ‘The Survival of the School. The Architecture of Education in Angola and Mozambique’, surgiu após o convite para projectar uma Escola Primária no município de Viana, na periferia de Luanda, por intermédio da Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES). O arquitecto propõe visitar o musseque de Capalanca e analisar tipologias escolares existentes.

A intenção é aprofundar o conhecimento sobre as necessidades e recursos da comunidade a fim de projectar um centro escolar que funcione como motor para o desenvolvimento social e cultural. A viagem incluirá uma passagem por Moçambique, onde a avó de Paulo fundou um Jardim-Escola no início da década de 60.

O arquitecto propõe visitar um edifício que certamente influenciará o projecto da nova Escola Primária de Capalanca. A viagem terá início no dia 30 de Maio. Paulo Moreira nasceu no Porto (1980) e é licenciado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (2005). O seu percurso como arquitecto inclui dois anos de formação na Suiça, na Accademia di Architettura em Mendrisio e no atelier Herzog & de Meuron em Basel. Trabalhou como free-lancer no Porto e Barcelona e actualmente realiza Mestrado no Departamento de Arquitectura da London Metropolitan University.

ORDEM DOS ARQUITECTOS-SRS INFORMA - PREMIADOS NO PRÉMIO MUNICIPAL DE ARQUITECTURA DE MAFRA

PRÉMIO MUNICIPAL DE ARQUITECTURA DE MAFRA

Com Intervenção da Ordem dos Arquitectos – Jurado designado Arqto Nadir Bonaccorso

1º Prémio ARX Portugal - Casa do Romeirão ( Corte Longitudinal e Imagem da Obra ) - FG + SG - Fotografia de Arquitectura.

A atribuição dos prémio decorreu ontem, dia 21 de Maio, dia do feriado Municipal em Mafra, no Claustro Sul do Palácio Nacional de Mafra.

A Casa do Romeirão do atelier ARX Portugal (Nuno Mateus e José Mateus) recebeu o 1º Prémio na categoria "Edifícios Novos" do Prémio Municipal de Arquitectura de Mafra.

"A beleza do terreno determinou o projecto, e a casa desenvolveu uma relação intimista com o plano de terra: enterra-se à medida que sobe, tornando-se também ela terreno sobre o qual se caminha; descola-se enquanto desce, saliente da pendente.Desenhou-se então um corpo alongado, uma linha dobrada sobre si mesma e sobre o tanque e a árvore que lhe dá sombra" – nota dos autores no website http://www.arx.pt.

O júri do Prémio, que contou com a participação de um membro designado pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, deliberou ainda atribuir duas menções honrosas aos projectos Restaurante Sul, dos RRCRS (Carlos Rui Sousa e Rui Rosa) e à Escola Básica nº 1/Jardim de Infância e Piscinas Municipais do atelier Entreplanos (João Goes Ferreira).

Na categoria "Edifícios Recuperados", o 1º Prémio foi para a Casa da Mata Pequena/Igreja Nova do atelier Estabil (Sérgio Cerveira), tendo ainda sido atribuída uma Menção Honrosa nesta categoria ao Centro de Convívio da Misericórdia, também da autoria do atelier RRCRS.

Mais informações em www.oasrs.org , em http://twitter.com/oasrs ou clique no links inseridos no topo da página, a encarnado.

FONTE: Ordem dos Arquitectos, Marco Roque Antunes

segunda-feira, 18 de maio de 2009

73/73 finalmente revogado na assembleia da républica

Finalmente...!!!!!

Depois de 35 anos de contestação sobre a famosa e vergonhosa lei de 1973 que sobre a justificação da falta de arquitectos suficientes para o exercício da profissão se estendeu até aos nossos dias marcando um profundo atraso na urbanidade de Portugal como de facto verificamos ao percorrermos as ruas das nossas cidades.

Não estranhamos assim de que como já alguém internacionalmente reconhecido disse que em Portugal somente 5% do edificado se poderá elevar a obra de arquitectura.

Na minha humilde opinião, esta revogação vem agora colocar os pontos nos i's.

Daremos a arquitectura aos arquitectos e a engenharia aos engenheiros e de certo que as duas classes sairão bem mais beneficiadas bem como o cidadão ao saber que o desenho de uma cidade está a cargo de arquitectos preparados para o efeito e de que as suas construção são tão solidas como a preparação dos engenheiros para o efeito.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Casa II na Aroeira - ARX Portugal






Este é o segundo projecto para a urbanização do golfe da Aroeira, um campo de relvados, areais e lagos, e neste caso, um pinhal. O terreno é estreito e longo, ligeiramente triangulado, com uma pendente suave ao longo do lote.

É também densamente povoado por pinheiros de grande porte, que se interrompem subitamente a norte pela vizinhança do campo de golfe com que confina.A casa materializa-se em três corpos em continuidade articulados em dois pátios. O primeiro corpo é longitudinal à entrada, de piso único, utilizado como garagem e serviços. O segundo é transversal e contém a vida comum da casa, a cozinha e as salas, sobrepostas em dois pisos, que se abrem de frente sobre a paisagem.

O último é novamente longitudinal e de um piso, agora em suspensão, e é ocupado pela zona de quartos. Os dois pátios são forrados a azulejo artesanal branco, o primeiro com uma utilização de serviços e o segundo, de dupla altura, complementa o ambiente da sala num espelho de água ajardinado.

O desenho da casa centrou-se na relação que esta establece com a topografia e com a paisagem distante. Assumiu uma forma serpenteante, que “desliza“ na pendente, encostando-se ora a um limite longitudinal ora ao outro, de forma a garantir privacidades quando necessário e disfrutar da paisagem quando se justifica. Enquanto o terreno natural desce a cobertura sobe, e a casa transita de uma situação apoiada no terreno para uma condição flutuante, sobre os delicados pilares metálicos marcando um rasto no jardim que se prolonga através da piscina.

A Cor em exposição e debate numa organização de Arquitectos e da APCOR

A exposição contará com trabalhos de André Mesquita, Carla Lobo, Cristina Pinheiro, Diana Soeiro, Fernando Moreira da Silva, Filipa Santos, Helena Soares, Isabel Oliveira, João Pernão, Luís Bissau, Manuela Soares, Margarida Gamito, Maria João Durão, Rui Barreiros Duarte, Sandra Caldas, Sandra Rodrigues, Verónica Conte, Zélia Simões entre outros, que divulgarão de trabalhos e investigações produzidas nas diversas áreas da sua actividade profissional.
Os trabalhos serão divididos por grupos de interesse e de estudo com especial ênfase na sua vertente de aplicação na Paisagem e no Espaço Urbano, na Arquitectura e no Design.

A APCOR tem sede na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (FAUTL) e é membro da Associação Internacional da Cor (AIC).
Foi fundada por um grupo de investigadores intervenientes no “Mestrado na Cor em Arquitectura”, criado pela Universidade Técnica de Lisboa e leccionado na FAUTL em 2003.
Parte significativa destes investigadores prosseguem a sua actividade científica integrados no Laboratório da Cor, estrutura de investigação multidisciplinar da faculdade.

A APCOR privilegia a componente científica, indispensável à pesquisa em áreas relevantes do conhecimento, como o estudo da visão e da percepção das cores na sua inter-relação com a luz, e na sua aplicação no design, na arquitectura e na requalificação e reabilitação do tecido urbano.

A exposição integra o programa do Seminário sobre o tema que decorre de 8 a 30 de Maio na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

Desta programa faz ainda parte uma palestra dedicada ao tema "Cor e Reabilitação Sustentável", a decorrer no dia 21 de Maio, às 19:00h, no anfiteatro da Ordem dos Arquitectos. Estarão em discussão temas como "Cor e Materiais" e "Como reabilitar de forma sustentável", entre outros.
O debate, que conta com a participação dos arquitectos Luís Bissau, vice-presidente da APCOR e João Pernão, Mestre em cor na Arquitectura, tem entrada livre. Participam ainda no encontro os engenheiros Raimundo Mendes da Silva, Luís Santa e José Castro.

Por: Zita Ferreira Braga

Em: http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=1740

Arquitectura: Cristina Salvador vence Prémio Fernando Távora com projecto de investigação em Angola

Porto, 04 Mai (Lusa) - A arquitecta Cristina Salvador venceu o IV Prémio Fernando Távora com um projecto de investigação no Deserto do Namibe, em Angola, anunciou hoje, em Matosinhos, a Ordem dos Arquitectos/Secção Regional Norte.

Ao prémio - que consiste na atribuição de uma bolsa de viagem de cinco mil euros, para a melhor proposta de viagem de investigação apresentada - candidataram-se este ano 30 projectos de arquitectos inscritos na Ordem.

Nascida em 1947, Cristina Salvador propõe-se visitar os espaços do Deserto do Namibe, partindo de Luanda até à cidade de Namibe (antiga Moçâmedes) e daí por estrada até ao Tombwa, perto de Njambasana, onde fica a sede do CE.DO - Centro de Estudos do Deserto, que será a "base" da viagem.


Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/512442

sábado, 2 de maio de 2009

Regino Cruz Arquitectos com novo Site


O atelier de Regino Cruz mostra o seu remodelado espaço na internet com novo site dedicado ao atelier contendo a todos os interessados informações detalhadas sobre a empresa.


URL: http://www.reginocruz.com/



quarta-feira, 25 de março de 2009

Atelier de arquitectura Kaputt! recebe Menção Honrosa no concurso internacional de arquitectura "House of Arts and Culture".

O Ministério da Cultura libanês promoveu recentemente um concurso a nível internacional para o projecto de arquitectura de um centro cultural em Beirute. Este edifício, patrocinado pelo Sultanato de Oman, será a primeira estrutura deste tipo a construir neste país. Os seus 15000 m2 de área útil estão distribuídos por salas de trabalho para artistas residentes e convidados, salas de exposição, auditórios, biblioteca, cinemateca, restaurante e espaços públicos exteriores. Com este edifício pretende-se dar expressão física à longa tradição criativa e multi-cultural deste país, bem como cumprir a função de ponte cultural nesta região.

Para este concurso inscreveram-se 757 equipas de 63 países e 388 projectos foram submetidos à apreciação do jurí internacional.

Entre os resultados deste concurso está o atelier de arquitectura Kaputt!, com o Prémio Menção Honrosa. Este atelier foi formado em 2004 por um grupo de oito jovens arquitectos sedeados em Lisboa, com atelier na Rua Augusta. Em anexo pode ser consultado o currículo deste atelier, assim como um resumo ilustrado do projecto premiado.



Informações adicionais sobre o concurso em: www.darbayrut.org



sexta-feira, 6 de março de 2009

Extensão Norte do Centro de Saúde de Évora - João Modas + Ricardo Lucas


A Extensão Norte do Centro de Saúde de Évora pretende ser uma resposta da Administração Regional de Saúde às carências existentes actualmente na cidade de Évora ao nível da prestação dos serviços de saúde. Pretende também dotar a zona Norte da cidade de um equipamento que venha a responder ao crescimento urbano e populacional previsto naquela zona de expansão de Évora.

Localizado junto à muralha que delimita o centro histórico de Évora, o edifício está inserido numa zona de expansão projectada que prevê a construção de diversos equipamentos (zona comercial; universidade; parque urbano) em convivência com áreas habitacionais e de serviços.


De modo a contribuir, na sua cota parte, para um espaço urbano de qualidade e sobretudo vivível, o centro de saúde "abre" o seu espaço exterior ao uso público. Desta forma todo o interior do terreno é acessível ao público que aí pode disfrutar de zonas ajardinadas (ainda não concluídas) para permanência de curta duração articuladas com zonas de estacionamento não massivo.
Implantação
A construção implanta-se junto ao arruamento de acesso, configurando uma frente de rua contínua, aspecto obrigatório de acordo com as indicações dos serviços técnicos urbanísticos da autarquia de Évora.

Nas faixas laterais entre a construção e os lotes a Norte e a Sul desenvolve-se a circulação de acesso ao interior do terreno para estacionamento e acesso de ambulâncias. No espaço entre a construção e os lotes a Poente desenvolve-se o estacionamento com sombreamento através de árvores a plantar e circuitos pedonais que permitem o acesso ao edifício.

Estas áreas foram estruturadas e integradas com o edifício através de um projecto de arranjos exteriores, que contempla igualmente uma proposta de arranjo paisagístico através da plantação de espécies de arbustos e árvores.

O projecto baseia-se no programa funcional fornecido pelo promotor proporcionando-se uma articulação dos espaços simples e funcional e uma composição arquitectónica que resulta da organização interna dos espaços.

Tratando-se de um edifício isolado no terreno, foi possível obter as melhores exposições solares, estando as aberturas para o exterior dimensionadas de forma a conseguir um equilibrio térmico da construção. Este aspecto é melhorado através de um recuo da fachada relativamente às lajes de 0,8m na fachada Nascente e 1,2m nas restantes fachadas.

Assim é possível obter um sombreamento longitudinal, em especial na época do verão onde os ângulos máximos de incidência solar variam entre os 50º e 75º, conseguindo superfícies sombreadas entre 0,95m e 3,00m no quadrante Nascente e entre 1,45m e a totalidade da parede no quadrante Poente.

Os vão exteriores são criteriosamente implantados com três dimensões diferentes de modo a originar ritmos aparentemente aleatórios que sugerem um movimento na leitura da fachada.

O edifício desenvolve-se numa planta em forma de “L” formando dois blocos unidos por uma zona de acessos verticais, permanência e distribuição horizontal fazendo-se o acesso ao edifício ao nível do piso 0.

Assim, acede-se ao átrio principal com entradas pelo arruamento principal e também pela zona tardoz junto ao estacionamento sendo nesta que se processa a entrada e saída de pacientes transportados em ambulância.

O átrio principal funciona também como zona de espera e permanência. Desta forma a abertura de vãos e o consequente contacto com o exterior foi particularmente tido em conta. Dois grandes vãos envidraçados ligam esta zona de permanência para os dois lados do edifício, podendo contemplar-se a partir daqui a extensa planície no sentido Nascente e o histórico Aqueduto da Água da Prata no sentido Poente.

A partir do átrio principal pode-se aceder à Unidade de Saúde Familiar num bloco ou à zona de apoio e Unidade de Saúde Infantil no outro bloco. É neste átrio que se localizam os principais acessos verticais do edifício (escada e elevador monta-macas) que permitem o acesso ao piso 1, onde, se localiza outra Unidade de Saúde Familiar num bloco e a Unidade de Cuidados da Comunidade e Unidade de Diagnóstico Pneumulógico no outro bloco.

Nas paredes exteriores, revestidas a reboco monomassa na cor cinza, pretendeu-se uma cor sóbria que conceptualmente se inspira nos típicos socos e guarnecimentos eborenses caiados entre outras cores, no cinzento aqui escolhido.

Esta cor neutra serve de base à abertura aparentemente aleatória dos vãos exteriores.As cores da paisagem alentejana surgem no interior do edifício nas diversas zonas de atendimento e espera, o que torna fácil e clara a sua identificação.

Encontramos, assim, o grená dos campos lavrados, o verde e o ocre das cearas na primavera e no verão, e o azul do imenso céu das planícies.


Arranjos exteriores

Os espaços exteriores do Centro de Saúde foram concebidos para que os utentes e profissionais não tivessem que percorrer grandes distâncias permitindo o acesso fácil (pedonal e viário) às diferentes áreas. Com a disposição dos percursos, estacionamentos e zonas de permanência, pretendeu-se estabelecer um contacto directo e visual entre o interior do edifício e o exterior. Evitando-se um estacionamento massivo, conceberam-se espaços abertos nas proximidades da entrada principal do edifício, no topo Norte e nas zonas de estacionamento no interior do lote, os quais podem ser utilizados como percursos de acesso aos automóveis bem como pontos de estadia exterior, estabelecendo assim um espaço público que se relaciona com o interior, usufruível e que promove a sociabilidade.

Características construtivas

A estrutura do edifício é em betão armado, concebida como uma rede tridimensional de vigas e pilares em betão armado, nos quais apoiam lajes do tipo funjiforme maciço.As paredes exteriores são de alvenaria de tijolo revestidas a reboco monomassa, ao passo que as interiores são em estrutura de perfis de aço galvanizado revestida por painéis de gesso cartonado barrados e pintados.

Por não terem funções estruturais, as paredes interiores foram concebidas para assegurar as compartimentações e as exigências funcionais específicas dos espaços que delimitam, incluindo o conforto e a segurança.


Este aspecto facilita uma futura adaptação da compartimentação do edifício a novas exigências do actual uso, ou a uma mais significativa alteração de uso.

Nos átrios e zonas de espera aplicou-se um pavimento nobre em pedra mármore cinza escuro da região, nas salas e corredores aplicou-se um pavimento vinílico e nas zonas húmidas aplicou-se um pavimento de grês porcelânico.

As coberturas são inclinadas, com painéis de chapa metálica tipo “sanduiche” com isolamento térmico incluído e com cor cinza claro , aplicados sobre uma estrutura metálica leve apoiada na laje de betão do último piso.Ficha de Identificação


Local - Estrada Municipal 527, Horta do Poço Novo, Évora

Promotor - Administração Regional de Saúde do Alentejo

Ficalização

Departamento de Instalações e Equipamentos da Administração Regional de Saude do Alentejo

Execução da obra
- Outubro de 2007 a Dezembro de 2008

Autores Arquitectura

Ricardo Stubner Honrado Lucas, Évora 1976, OA 9409
João Afonso Modas, Évora 1977, OA 1216

Colaboradores arquitectura

Ana Rita Marques, arquitecta
Silvia Merca, arquitecta
Joana Pires, arquitecta paisagista (arranjos exteriores)

Colaboradores grafismo
Francisco Alves, est. Arquitectura
Sérgio Vieira, est. Artes plásticas

Autores Especialidades
Fundações e Estruturas
Alexandre Carriço, engenheiro civil

Segurança contra Incêndios - Nuno Vargas, engenheiro civil

Drenagem de esgotos; Abastecimento de água; Infaestruturas eléctricas e ITED

Departamento de Instalações e Equipamentos da Administração Regional de Saude do Alentejo



Material gentilmente cedido por:


João Modas + Ricardo Lucas | arquitectos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Casa Tóló -desenhada por ALvaro Leite Siza - Vende-se !!!



É verdade, para todos os admiradores do projecto da Casa Tóló de ALvaro Leite Siza, saibam que se encontra á venda.

È mesmo verdade...

A casa Tóló desenhada por Álvaro Leite Siza, localizada no Lugar das Carvalhinhas - Alvite, Freguesia de Cerva, Concelho da Ribeira da Pena no distrito de Vila Real em Portugal, está agora à venda.

Mais informações em: http://www.casatolo.com/home.php#

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Anunciados filnaistas de Prémio Mies van der Rohe

A Gare Multimodal de Nice, de Marc Barani, o centro de espectáculos Zenith, em Estrasburgo, de Massimiliano e Doriana Fuksas (equipamentos localizados em França), a Universidade Luigi Bocconi, de Shelley McNamara e Yvonne Farrell (Milão, Itália), o edifício da ópera e ballet, de Kjetil Trædal Thorsen, Tarald Lundevall e Craig Dykers (Oslo, Noruega) e a biblioteca e o centro de idosos de Rafael Aranda, Carme Pigem e Ramon Vilalta (Barcelona, Espanha) são os cinco finalistas do prémio europeu Mies van der Rohe.



O centro de espectáculos Zenith, em Estrasburgo, um dos cinco finalistas
Imagem: Moreno Maggi

As obras finalistas de 2009 foram seleccionadas de uma lista de 340 projectos concorrentes, dos quais 12 eram de arquitectos portugueses.

Instituído em 1987 e tornado prémio oficial da União Europeia em 2001, este galardão, de periodicidade bienal, reconhece «o trabalho de excelência na arquitectura e a contribuição dos profissionais no desenvolvimento de tecnologias e na criação de novas ideias».

Uma exposição com os projectos vencedor, menção honrosa para jovens arquitectos e finalistas percorrerá vários locais em Setembro deste ano.

Fonte: http://www.oasrs.org

Mais Informações: http://www.miesarch.com/en/component/content/article/16-press-release-announcing-the-five-finalists-for-the-2009-prize-is-available-for-download


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Concurso ex-fonderie. modena, itália - Participação de Atelier Português Kaputt





Caracterização

O edificio das Ex-Fonderie foi construído em 1938 para alojar a actividade
metalúrgica das Fundições Reunidas de Modena. Manteve-se em laboração até 1983, mantendose
desocupado desde então. Este edifício assume-se como exemplar da tradição de arquitectura
industrial da região da Emília Romagna, estando associado no imaginário colectivo da
comunidade de Modena, aos movimentos operários locais do inicio do século XX.


Objectivo

Solicitavam-se propostas para a adaptação do edifício de modo a acolher uma
Faculdade de Design Industrial, e espaços expositivos/museológicos associados ao património da
antiga fundição. Deveriam ser também propostas novas actividades que completassem e
rentabilizassem este programa, assim como soluções para o ordenamento urbano do contexto
imediato ao edifício.


Proposta de programa

A nossa proposta defendia que a partir da actividade da faculdade,
fosse criado um centro de competências na área do design industrial. Propunha-se para isso um
conjunto de programas capazes de estabelecer a ponte entre a instituição, a rede empresarial da
região e a restante comunidade: espaços de serviços, onde pudessem fixar-se laboratórios,
pequenas oficinas, ateliers, etc.; espaços de comércio e lazer, capazes de acolher cafetarias,
restaurantes, lojas e galerias; um cine-teatro, para projecções, conferências e congressos; um
pequeno hotel, capaz de fornecer a estrutura de acolhimento aos eventos ali promovidos.
Pretendia-se que este centro, deste modo vitalizado e aberto à comunidade, fosse capaz de
formar um novo pólo urbano.


Proposta de arquitectura

Para receber o novo programa propunha-se a ampliação do
edificio das Ex-Fonderie. Esta ampliação faz-se pelo prolongamento das quatro naves industriais
pré-existentes.
Os novos volumes manipulando os materiais e a linguagem das naves industriais originais, - o
tijolo maciço, os lucernários, etc. - introduzem variações expressivas nestes elementos das naves
originais, traduzindo de forma literal a sua adaptação às necessidades dos novos usos.
O movimento de prolongamento das naves originais termina na formação de três edifícios em
torre, assinalando como é tradicional na paisagem da região, o centro urbano.



kaputt!

Atelier constituído em 2004. O ponto de contacto entre os seus membros foi uma exposição na
livraria Ler Devagar em Setembro de 2003 - “O serralheiro, o D.J., e dezassete trabalhos de arquitectura” - onde expunham projectos académicos entre os livros. Após alguns trabalhos e concursos bem sucedidos, realizados durante o período final de curso e estágio profissional , decidiram “abrir” atelier num velho prédio de Lisboa.



Tendo como ponto de partida a arquitectura têm realizado vários trabalhos que ultrapassam a
barreira da disciplina: paisagismo, design de mobiliário, design gráfico e instalação site specific.

Informação gentilmente cedida pelo Atelier

Mais informações Kaputt!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Exposição de Gonçalo Byrne em Paris

Gonçalo Byrne Architects exhibition paris







A partir de 13 de dezembro e até 17 de janeiro encontra-se no Architectural Gallery, em Paris (La Galerie d'Architecture), uma exposição dos trababalhos do arquitecto Gonçalo Byrne.

Nascido em 1941 em Lisboa, Gonçalo Byrne diplomou-se em arquitectura na ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa). Após começar a sua prática de arquitectura, foi nomeado Professor de Projecto na Cooperativa Árvore no Porto.

Sua obra tem sido especialmente relevante no âmbito do património cultural.

Como professor universitário, foi reconhecido em Portugal e no estrangeiro, recebendo um título de Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, e foi premiado com a Grande Cruz da Ordem de Santiago da Espada pelo Presidente da República Portuguesa, em 2005.

Exemplos de sua obra incluem as intervenções no Mosteiro de Alcobaça e seus arredores, o edifício para a sede do Governo da Província de Vlaams-Brabant, em Lovaina, na Bélgica, a Torre de Controlo de Tráfego Marítimo do Porto de Lisboa, o Teatro do Algarve em Faro, e do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.

Seus trabalhos foram expostos em todo o mundo, incluindo Lisboa, Ljubjana, Lucca, Milão, Nova York, Veneza.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Arquitecto Carrilho da Graça vence Prémio Pessoa

Arquitecto Carrilho da Graça

O arquitecto João Luís Carrilho da Graça é o vencedor do Prémio Pessoa deste ano, anunciaram Mário Soares e Francisco Pinto Balsemão, em conferência de imprensa.
Um dos nomes mais destacados entre a sua geração, Carrilho da Graça (56 anos) venceu o Prémio Secil em 1994 pelo edifício da Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Foi distinguido com a ordem de mérito da República Portuguesa em 1999.

Licenciado pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1977, foi assistente na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa entre 1977 e 1992. Desde 2001, é professor convidado no departamento de arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa e na Universidade de Évora a partir de 2005. Tem desenvolvido actividade pedagógica em seminários, conferências e semestres de docência em inúmeras escolas.

Fonte: "diário.iol.pt"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Prémio Nacional de Arquitectura

O Prémio Nacional de Arquitectura Contemporânea foi atribuído a Siza Vieira. A cerimónia decorreu no XIII Encontro Nacional da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, promotora da iniciativa. O prémio em causa contemplou o edifício da nova Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, da autoria do arquitecto Siza Vieira, aqui na foto com José Miguel Noras, secretário-geral da referida associação de municípios.

in "oribatejo.pt"

domingo, 23 de novembro de 2008

Casa em Lousado / Correia Ragazzi

A casa está situada numa propriedade rural familiar 3000m2 . A casa é caracterizada por longas plataformas em direcção ao rio com a rica textura em paredes para criar diferentes áreas com árvores de fruto. Como plano de fundo a um nível superior tem-se o acesso à maior parte das explorações agrícolas e à proximidade das relações com a construção existente sobre a zona norte, extremamente descaracterizada. Por este motivo, a casa mostra o sul do rio, as áreas menos construídas e com mais árvores.


"Ignorando a possibilidade de um processo resultando em um trabalho da aparência, essa convicção, permite, no âmbito de cada programa a particularidade, o investimento sobre os mesmos temas em cada um, sem comprometer a qualidade. Pelo contrário, através de uma incorporação define a sua singularidade e, portanto, as características dos ambientes revelam-se fundamentais."

A vista do nível superior que não é interessante dado o seu carácter industrial, escolheu um lugar para os quartos a este nível emoldurado por pátios que funcionam como sua extensão para o exterior. Esta solução permite um aumento de fora da área para diversos usos de lazer como também proporciona uma grande privacidade.





É clara a relação harmoniosa entre o volume e as zonas de baixo nível, com grandes janelas a enquadrar a melhor vista para o Sul, que inclui o quarto e pátios sobre o piso superior. Estes pátios garantem a autonomia desejada entre a casa e a plataforma, garantindo excelentes áreas de lazer a sul, leste e oeste.

A imponderabilidade do volume é definida pela fragmentação e horizontalidade na decisão de separar os dois níveis, bem como devido ao enforcamento de uma projecção ao longo dos pátios da plataforma e de nível inferior, o que contribui para acentuar a transparência do nível inferior.


As possibilidades plásticas dos materiais escolhidos foram determinantes e conscientemente introduzidas como meios estéticos sem questionar as questões programáticas da lógica construtiva.

A forma distintiva desta casa não é só uma resposta construtiva às perguntas, mas também a considerações estéticas que lhe está associado. Acreditamos que a visão e aparência são determinantes para o resultado silhueta.


Arquitectos: Graça Correia e Roberto Ragazzi
Localização: Lousado, Vila Nova de Famalicão, Portugal
Área: 3013 m2
Área de Construção: 355 m2
Promotor: Joaquim Agostinho Carneiro da Costa e Sá
Colaboradores: Ana Neto Vieira, Susana Silva, Telmo Gomes, Katharina Wiederman, Pedro Gama
Estruturas e Fundações: GOPHydraulic
Supervisão: Graça Correia
Construtor: EmplameProject
Ano de Construção: 2004-2008
Fotografia: Alberto Placido, Luis Ferreira Alves